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Esmeralda nunca saiu de Torres Novas

Maria Adelina, a mãe afectiva de Esmeralda, apresentou-se ontem voluntariamente no tribunal de Torres Novas, onde foi ouvida sete horas. Hoje, visitou o marido no presídio de Tomar.

A mãe afectiva de Esmeralda garantiu ontem, perante a juíza Sílvia Pires, que sempre viveu em Torres Novas com a menor, em meio familiar, durante os dois anos e meio em que o seu paradeiro foi desconhecido. Maria Adelina Lagarto apresentou-se voluntariamente no tribunal, por volta das 15h. O primeiro inquérito judicial terminou já depois das 22h, saindo a arguida em liberdade, com termo de identidade e residência, por não existir perigo de continuidade da actividade criminosa.

Hoje, Maria Adelina aproveitou a "liberdade" para visitar o marido, o sargento Luís Gomes, no Presídio Militar de Tomar. Não tem restrições de contactos, estando apenas obrigada a apresentações diárias no Tribunal de Torres Novas e limitada a deslocações dentro do limite geográfico da comarca.

Ao entregar-se, Maria Adelina anula a possibilidade de ser detida na presença de Esmeralda durante as consultas médicas impostas pelo tribunal no Centro Hospitalar de Coimbra ou mesmo na conferência de partes, marcada para 10 de Abril. Na quarta-feira, compareceu na primeira consulta de mão dada com a "filha", mas a presença de jornalistas à saída acordou-lhe todos os medos.

Os mandados de entrega da menor ao pai biológico, Baltazar Nunes, estão suspensos até à conferência das partes, desencadeada pelo requerimento dos "pais adoptivos", para que lhes seja atribuído o regime provisório da guarda de Esmeralda, até à decisão final do processo. A.F, como lhe chamam, mantém-se, entretanto, com Maria Adelina.