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"Era um revolucionário romântico" diz Sousa e Castro

O coronel Sousa e Castro, que substituiu Rosa Coutinho em 1975 no serviços de apoio ao Conselho da Revolução e na Comissão de Extinção da ex-Pide/DGS e Legião Portuguesa, caracteriza Rosa Coutinho: "Era um revolucionário no sentido mais romântico do termo".

Humberto Costa (www.expresso.pt)

O coronel Sousa e Castro guarda do almirante Rosa Coutinho a recordação de um homem "muito simpático" que "injustamente" foi colado ao PCP: "Não era verdade. Rosa Coutinho era de esquerda, mas não esteve engajado a partido político algum".

Sousa e Castro escreveu recentemente sobre o almirante no seu livro "Capitão de Abril, Capitão de Novembro" (editora Guerra e Paz) no qual "revela pormenores surpreendentes" de uma pessoa que, diz Sousa e Castro, "foi injustiçada, e alvo de uma campanha por parte dos então regrassados de Angola que o colaram ao que de mal se fez na descolonização".

Mas, diz o coronel que substituiu Rosa Coutinho nos serviços de apoio ao Conselho da Revolução e na Comissão de Extinção da ex-Pide/DGS e Legião Portuguesa, "Rosa Coutinho saiu de Alto Comissário em Angola nos Acordos de Alvôr, assinado com os três movimentos de libertação, e não mais teve a ver com a descolonização".

Revela Sousa e Castro que nos diversos processos que lhe passaram para a mão quer no Conselho da Revolução, quer na Comissão de extinção da Pide/DGS, e que eram da responsabilidade do almirante, "não havia uma única ilegalidade".