Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Ensaio sobre a homossexualidade

«A Filha do Botânico» aborda a questão da homossexualidade e o seu impacto em meios conservadores, neste caso na China dos anos 90. A película estreia-se esta quinta-feira nos cinemas.

BASEADO no «best seller» homónimo, «A Filha do Botânico» é uma co-produção franco-canadiana realizada por Dai Sijie, um chinês que se exilou em Paris na sequência da Revolução Cultural maoista, que anteriormente levou a cabo «Balzac e a Pequena Costureira Chinesa».

Os filmes de Dai Sijie são caracterizados por uma grande beleza contemplativa, capazes de nos remeter para o ambiente de outros tempos. Em «A Filha do Botânico», Li Min é uma rapariga que saiu do orfanato, onde vivia desde a morte dos pais, para ir estagiar com um reputado botânico. Chen é um homem discreto e um pai autoritário que lhe vai passar os seus ensinamentos ancestrais de como criar um jardim luxuriante. Só que, gradualmente, Li Min acaba por se tornar cúmplice e envolver-se com a filha do seu mestre, que até aí havia levado uma existência bastante isolada.

A relação entre as duas raparigas acaba por se tornar conhecida e causar grande escândalo, valendo a ambas pesadas consequências.

«A Filha do Botânico» é um filme que não tem gerado reacções consensuais. Os seus admiradores têm elogiado a beleza subtil das imagens e o modo como Dai Sijie conduziu o enredo. Os mais críticos afirmam que se trata de uma visão da China demasiado ocidentalizada, referindo que a equipa praticamente não integra chineses, sendo constituída sobretudo por franceses e vietnamitas.