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Enganar o guarda-redes foi o factor decisivo

A chave da vitória portuguesa de sábado, nos penáltis frente a Inglaterra, foi a perícia dos jogadores nacionais em conseguirem enganar o guarda-redes Robinson no lado em que seguia a bola.

Segundo um estudo do físico Ken Bray, da Universidade de Bath (que procurou explicar a fragilidade «histórica» de Inglaterra nos penáltis), existe uma área nos cantos superiores da baliza, junto aos postes, a qual é fisicamente impossível do guarda-redes defender, se a bola for rematada com bastante força.

 

Os penáltis de sábado mostraram, contudo, que no futebol a estratégia e os factores psicológicos ainda falam mais alto do que a física. Nenhuma das grandes-penalidades foram concretizadas segundo a «fórmula» infalível apresentada por Ken Ray, bem pelo contrário.

 

Todos os penáltis, tanto os marcados por Portugal como pela Inglaterra, foram rematados para baixo, exceptuando o penálti decisivo concretizado por Cristiano Ronaldo que rematou para o canto superior direito da baliza. Contudo, também este não se enquadrou na «fórmula» de Ken Bray, pois não foi um lance rápido. Ronaldo optou por usar a sua perícia para ludibriar o guarda-redes britânico que se antecipou atirando-se para o lado esquerdo.