Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Enfermeiros dizem que 65% estão em greve

Enfermeiros estão hoje em greve. Para as 15h está marcada uma manifestação nacional em frente ao Ministério da Saúde.

A greve de 24 horas que os enfermeiros iniciaram às 00h00 está a registar uma adesão de 65%, de acordo com os dados recolhidos até ao momento pelo respetivo sindicato, que contabilizou "vários hospitais" onde a paralisação foi total.

Marcada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), a greve de hoje coincide com a manifestação nacional que se realiza a partir das 15h00 frente ao Ministério da Saúde (MS), em Lisboa.

"Vai ser um dia para permitir aos enfermeiros protestar em função do encerramento do processo negocial e não se ter chegado a um acordo" com o MS relativamente à regularização da grelha salarial, disse à agência Lusa a vice coordenadora do SEP, Guadalupe Simões.

De acordo com a contabilização feita pelo sindicato, os hospitais do Barreiro, Bragança e Macedo de Cavaleiros registaram uma adesão à greve de 100%, seguidos pelos hospitais dos Capuchos (95%) e São José (90%).

Os hospitais de Santa Marta, Barlavento algarvio, Chaves e Egas Moniz registam igualmente, e segundo os dados divulgados por Guadalupe Simões, uma adesão à greve na ordem dos 80%.

No primeiro balanço do SEP relativo à adesão à greve, falta ainda contabilizar alguns hospitais na zona norte do país.

70% em Lisboa

Relativamente a Lisboa, a adesão à greve ronda os 70%, mas ainda não estão contabilizados pequenos hospitais, adiantou Guadalupe Simões.

No início da semana, o SEP decidiu suspender a greve marcada para terça, quarta e quinta feira face ao encerramento das negociações por parte do Ministério da Saúde, mantendo apenas a paralisação para sexta feira.

"Não havendo mais negociações não havia possibilidade de obter mais resultados", justificou o sindicato, que considera "totalmente inaceitável" a imposição da grelha salarial, daí a manutenção da greve para hoje.

"Sem qualquer perspetiva", o SEP vai agora pedir a intervenção do Presidente da República e do primeiro ministro através do envio de cartas para dar "conta da forma como o processo negocial decorreu", adiantou Guadalupe Simões.

Segundo o SEP, apesar de ter havido evolução nas negociações, não houve acordo quanto à definição da tabela remuneratória dos enfermeiros, rácios dos enfermeiros principais e remuneração das chefias e direções de enfermagem.

De acordo com estimativas do secretário de Estado da Administração Pública, Gonçalo Castilho, o Estado vai gastar seis milhões de euros no próximo triénio (2011-2013) com a decisão de atribuir aos enfermeiros em início de carreira um salário de 1200 euros em vez de 1020, mas o SEP reclama 1500 euros.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.