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Emprego jovem enfrenta crise mundial

Mais de 125 milhões de jovens trabalhadores vivem actualmente em situação precária. Entre 1995 e 2005, o desemprego juvenil aumentou em dez milhões.

Um em cada três jovens ou está neste momento à procura de trabalho ou, se está empregado, recebe menos de dois euros por dia. As conclusões são do estudo "Tendências Mundiais de Emprego Juvenil", divulgado hoje pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Nos últimos dez anos, o número de jovens desempregados, entre os 15 e os 24 anos, aumentou de 74 milhões para 85 milhões. No seu conjunto, os mais novos já representam quase metade da totalidade das pessoas que não conseguem arranjar trabalho. Comparados com os adultos, os jovens têm três vezes mais probabilidades de ficar sem trabalho.

O número de jovens desempregados é por si só dramático, mas as condições de trabalho de quem o tem conseguem ser talvez ainda mais assustadoras. Actualmente, existem 125 milhões de jovens trabalhadores a viver em situação precária. Trabalham muitas horas, a baixo custo e sem protecção social. Cerca de vinte por cento dos jovens vivem com um euro de remuneração diária. O Norte de África e o Sudeste Asiático são as regiões mais afectadas pelas más condições laborais.

Dentro do próprio mercado de trabalho juvenil existem também desigualdades. Sexos, raças e idades são alvo de escrutínio das entidades empregadoras. Em alguns países um grau académico mais elevado chega mesmo a ser “um estorvo”.