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Emigrantes apreensivos

Se Portugal vencer a França, os emigrantes poderão sofrer represálias. Depois do ataque a tiro em Nice, a comunidade está apreensiva.

DEPOIS de um ataque a tiro, em Nice, no sudeste da França, no sábado à noite, contra dois adeptos da selecção das quinas – um dos feridos, Augusto, de 37 anos, estava na segunda-feira em estado de coma – os portugueses residentes naquele pais manifestam alguma apreensão com o ambiente em torno da meia-final de quarta-feira.


Os receios da comunidade portuguesa, avaliada em 1,2 milhões de pessoas (com lusodescendentes incluídos), intensificaram-se depois de alguns dos principais canais televisivos, designadamente TF1, France2, terem difundido reportagens nas quais acusavam a equipa portuguesa de ser a mais violenta, a mais matreira e a mais provocadora do Mundial.


As autoridades — nomeadamente a Câmara de Paris — começaram nesta segunda-feira a encarar seriamente os problemas de segurança e decidiram tomar medidas preventivas especiais para a noite do jogo, na capital francesa. A polícia vai prestar particular atenção à massa humana de dezenas de milhares de pessoas de diversas nacionalidades que habitualmente seguem os jogos em ecrãs gigantes, em Paris.


Para a transmissão do Portugal-França, a edilidade parisiense encarava  a hipótese de abrir na quarta-feira à noite o «Stade de France» à multidão. Além de poder acolher 90 mil pessoas, este estádio permite garantir maior segurança às claques, designadamente à portuguesa que será naturalmente minoritária em relação à francesa.