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Elites na berlinda

O discurso contra as elites pegou no novo PSD. Os notáveis vieram defender-se.

O discurso contra as elites colou no PSD menezista. Muitos dos delegados ao Congresso referiram-se ao tema com indirectas e desafios a notáveis do partido como Pacheco Pereira ou Marcelo Rebelo de Sousa, inúmeras vezes citados ou convidados a dar mais pelo partido.

Luís Filipe Menezes dera o mote logo na abertura do Congresso quando se disse empenhado em trazer ''as verdadeiras elites de volta ao PSD'' e verberou as elites ''que apenas querem tirar vantagens do partido e não estão dispostas a trabalhar. E Alberto João Jardim seguiu-lhe os passos ao criticar aqueles ''que dizem haver um desfasamento entre cúpulas e bases e, nalguns casos, se calhar nem o voto da família têm''.

Nuno Morais Sarmento contestou a distinção entre elites e bases - ''não reconheço o partido nesse tipo de distinções" - e José Pedro Aguiar Branco disse preferir outro tipo de distinção: ''entre os bons e os maus militantes.

Mas do alto da tribuna do Congresso saíram várias indirectas ''ao professor Marcelo, que critica, critica, critica o nosso PSD'', e ''aqueles que, como o dr. Pacheco Pereira, acham muito fácil dizer mal mas nunca querem estar disponíveis para nada''.

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