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Ehud Olmert acusado de "falhas graves"

Relatório israelita acusa o primeiro-ministro, o ministro da Defesa, Amir Peretz, e o ex-chefe do Estado-Maior, Dan Halutzde, de “falhas graves” e "precipitação" na actuação na guerra do Líbano.

O tão aguardado relatório da comissão de inquérito de Israel sobre a guerra no Líbano acusa o primeiro-ministro Ehud Olmert de "falhas graves" e "falta responsabilidade e de cuidado" no que diz respeito às decisões tomadas durante o conflito.

Na apresentação pública do relatório, o juiz Eliahu Winograd, presidente da comissão de inquérito, afirmou ainda que o ministro da Defesa, Amir Peretz, e o ex-chefe do Estado-Maior, Dan Halutz, também são responsáveis pelas falhas na guerra do Líbano. "Houve erros muito graves e Olmert, Peretz e Halutz tiveram uma contribuição pessoal para o fracasso, embora existam muitos outros responsáveis", declarou Winograd.

Fonte do gabinete do chefe do governo de Israel já veio dizer que Ehud Olmert não pensa demitir-se na sequência da divulgação do documento.

De acordo com a agência Associated Press, que teve acesso ao documento, o líder israelita é ainda acusado de “precipitação”, por ter avançado para a guerra sem “um plano compreensível”, e ainda por ter demonstrado “fraqueza” ao lidar com os comandantes militares do país.

Antes da divulgação pública, a comissão de inquérito entregou o relatório a Olmert, que declarou que "as falhas serão remediadas".

A captura de dois soldados israelitas pelo grupo libanês Hezbollah, em Julho de 2006, desencadeou um violento conflito de 34 dias no Sul do Líbano. Israel realizou uma grande ofensiva militar contra as milícias do Hezbollah, destruindo grande parte das infraestruturas libanesas e impôs um bloqueio aéreo e marítimo ao país vizinho.

O Hezbollah, por sua vez, disparou milhares de morteiros em direcção ao Norte de Israel. O conflito causou a morte a mais de 1.200 libaneses e 160 israelitas, mas os dois lados reclamam vitória. No meio de Agosto, um cessar-fogo foi declarado e uma força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) que já se encontrava no Sul do Líbano foi reforçada.