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Economia acelera

As exportações continuam a ser o motor do crescimento económico.

A economia portuguesa continua a dar sinais de melhoria, segundo os Indicadores de Conjuntura, hoje, divulgados pelo Banco de Portugal (BdP). Pelo oitavo mês consecutivo, o indicador coincidente mensal da actividade económica, que pretende antever a evolução a médio prazo da economia, subiu 1% em Agosto, face a igual mês de 2005.

Esta previsão é obtida através da síntese de diversa informação relacionada com o Produto Interno Bruto (PIB), entre a qual o volume de vendas no comércio a retalho, as vendas de veículos comerciais pesados, as vendas de cimento, o índice de produção da indústria transformadora, a situação financeira das famílias, as novas ofertas de emprego e os dados relativos ao enquadramento externo.

O consumo privado também melhorou, com o indicador coincidente a crescer 1,5% em Agosto, por comparação com igual mês do ano passado. Aliás, está em linha com o indicador de confiança dos consumidores divulgado pela Comissão Europeia, que aumentou nos três meses terminados em Agosto, face ao segundo trimestre de 2006. Já o sentimento económico, outra medida do andamento da economia, caiu de 94 pontos em Julho, para 92,4 pontos, no mês passado (com esta queda interrompe-se um ciclo de subida que vinha a verificar-se desde Março).

Dívida vale 73% do PIB

Por sua vez, o Boletim Estatístico do BdP, divulgado ontem, dá conta de um crescimento da dívida directa do Estado, que atingiu, em Agosto, 107,34 mil milhões de euros. Este valor representa cerca de 73% do PIB e traduz-se num aumento de 7,5%, face à dívida apurada em igual mês de 2005.

Os números provisórios do banco central dão também conta de um agravamento de 51% no endividamento das administrações públicas, que somou 4106 milhões de euros, entre Janeiro e Julho, contra os 1386 milhões de euros do primeiro semestre de 2005. Já na Administração Central – que concentra os subsectores Estado e serviços e fundos autónomos – o endividamento desagravou-se 18,5% em termos homólogos, totalizando 4366 milhões de euros no final de Julho.

Exportações não param

Os dados do organismo liderado por Vítor Constâncio indicam ainda que as exportações de mercadorias e de serviços continuaram a crescer a um ritmo forte durante Julho. As vendas de bens para fora do país registaram um crescimento nominal de 9,7%, em relação a igual período do ano passado. Em termos acumulados (nos primeiros sete meses do ano) verificou-se um aumento de 11,1% nas exportações de mercadorias, face a período homólogo. Nos serviços o crescimento homólogo ainda é mais evidente: 20,9%, em Julho, e 20,9%, entre Janeiro e Julho.