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Durão Barroso nega intervenção no caso dos submarinos

Presidente da Comissão Europeia diz ter conhecido consul honorário em Munique, mas rejeita envolvimento no caso das contrapartidas dos submarinos.

Luísa Meireles (www.expresso.pt)

Durão Barroso declarou hoje ter conhecido o cônsul honorário de Munique que a revista alemã "Der Spiegel" aponta como suspeito de ter recebido 1,6 milhões de euros por facilitar o negócio das contrapartidas da compra de dois submarinos, mas nega que tenha tido qualquer intervenção directa ou pessoal neste âmbito.

Numa declaração oficial da sua porta-voz, o actual presidente da Comissão Europeia diz ainda que, apesar de ter conhecido pessoalmente o cônsul, Jurgen Adolff, "nunca foi por ele abordado sobre este processo".

Durão Barroso afirma que se abstém de comentar "um caso que corre actualmente na Justiça alemã", mas quer "clarificar que para além da participação na decisão tomada colectivamente em Conselho de Ministros, não teve qualquer intervenção directa ou pessoal neste âmbito"

Diz ainda o texto da declaração que "Durão Barroso conheceu o cônsul honorário de Portugal em Munique, como aliás esteve em contacto com muitos outros representantes do Estado português no estrangeiro". Mas - sublinha - "não foi no entanto nunca por ele abordado sobre este processo".

Cônsul suspenso

 

Recorde-se que este cônsul, Jurgen Adolff, foi hoje suspenso "todas as funções relacionadas com o exercício do cargo" pelo Governo português, na sequência da investigação na Alemanha de suspeitas de corrupção na venda de submarinos.

A sua suspensão "manter-se-á até cabal esclarecimento das investigações que o envolvem pessoalmente", diz o comunicado do gabinete do secretário de Estado das Comunidades.