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Director-geral dos impostos abandona cargo

Teixeira dos Santos não encontrou forma de segurar Paulo Macedo à frente da administração fiscal apesar dos bons resultados conseguidos nos dois anos em que exerceu funções.

O director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, já acordou com o ministro das Finanças que vai abandonar o cargo que ocupa desde 2005. A decisão será formalizada provavelmente ainda esta semana por Teixeira dos Santos, que tenciona anunciar na mesma altura o substituto de Paulo Macedo.

Desde que foi conhecido que a lei que impede que qualquer pessoa que ocupe um cargo no funcionalismo público não pode ganhar mais que o primeiro-ministro (um pouco mais de 5.360.85 euros) e que, por isso, Macedo teria de reduzir o seu ordenado de mais de 23 mil euros brutos para aquele valor, as possibilidades do director-geral dos Impostos continuar eram reduzidas, como o Expresso noticiou em manchete a 6 de Janeiro («Governo deixa cair director dos Impostos»).

No entanto, Teixeira dos Santos tentou desde aí encontrar outras formas de remuneração que permitissem a Macedo continuar, mas sem infringir aquela lei. Macedo, contudo, não aceitou e vai regressar ao seu lugar de origem no Millennium bcp, banco de que é quadro.