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Expresso

Atualidade / Arquivo

Diplomacia portuguesa não vai evacuar cidadãos

Apesar dos australianos considerarem a situação no país muito grave, a embaixada de Portugal em Díli não irá activar nenhum plano de retirada. Pelo menos para já.

A aparente acalmia que se está a viver em Díli, levou o embaixador de Portugal em Timor-Leste, João Ramos Pinto, a afirmar hoje que não se justificava a adopção de qualquer medida adicional de segurança.

“A situação de instabilidade não justifica outras medidas” afirmou o diplomata, referindo-se ao plano de emergência australiano que contempla a retirada de cidadãos. Ramos Pinto até vê a situação com bastante optimismo garantindo que “as condições de segurança na cidade estão bastante melhores do que já foram no passado”.

Contudo, a diplomacia lusa pôs a circular desde domingo vários avisos em que se aconselhava a comunidade portuguesa em Díli a restringir ao máximo as deslocações na cidade e a nunca sair de casa depois do anoitecer.
Esta calma aparente permitiu aos professores portugueses continuarem as actividades lectivas na Escola Portuguesa de Díli.

Apesar de ser ter pensado encerrar a escola, isso acabou por não vir a acontecer. “Apenas três escolas não estão a funcionar em Díli devido a dificuldades de acesso e a desacatos nas proximidades”, confirmou Ramos Pinto.

Mais pessimistas estão as autoridades de Camberra, que activaram na passada sexta-feira um alerta de segurança máxima para Timor-Leste, desaconselhando qualquer viagem a Díli. A diplomacia australiana está ainda a desenvolver planos para retirar de Timor, ao longo desta semana, 35 voluntários e 40 contratados, deixando no território apenas o pessoal essencial, nomeadamente militares.