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Atualidade / Arquivo

Dinamarca, Rússia e Canadá reivindicam região polar

Depois de Moscovo ter enviado uma expedição às profundezas do Oceano Árctico e de lá ter sido colocada uma bandeira russa, os governos de Ottava e Copenhaga já garantiram não abandonar territórios que consideram seus.

O primeiro-ministro canadiano garantiu durante uma visita ao norte do país que irão ser construídas duas bases militares na remota região de Resolute Bay, a 600 km do Pólo Norte. Stephen Harper tomou esta decisão depois de uma expedição subaquática russa ter reivindicado a pose de algumas regiões polares e dos dinamarqueses também terem avisado que tencionam enviar cientistas à Gronelândia para perceberem a quem pertence o valioso território subaquático localizado debaixo do Pólo Norte.

A Gronelândia recorde-se está sob jurisdição dinamarquesa, mas existem outras regiões polares que continuam em permanente disputa entre países como a Noruega ou os EUA. Esta situação de quase litigio permanente deve-se não à luta pela posse de uma das regiões mais inóspitas do planeta, mas sim pelo que ela esconde debaixo do mar.

Vontade russa deve cair em saco roto

Supõe-se que o imenso território escondido pelas águas gélidas do Oceano Árctico contenha 25 por cento das reservas de gás e petróleo ainda por explorar. Por isso Harper afirma veemente que para assegurar a soberania dessa zona deve vigorar uma política de “usar ou perder”, logo usa-se: “O anúncio de hoje serve para mostrar ao mundo que o Canadá tem uma presença, crescente e de longa duração no Pólo Norte”.

Pouco convencidos estão os russos que ao estilo dos descobridores do início do século XX e com a ajuda de um submarino colocaram briosamente uma bandeira russa no fundo do oceano, precisamente debaixo do Pólo Sul. Moscovo alega que a cordilheira subaquática Lomonosov é um prolongamento do país, dai resolver passar das palavras aos actos.

Contudo estas pretensões, que já não são propriamente novas - especialmente depois dos recentes degelos polares, que tornarão a extracção de petróleo numa tarefa muito mais fácil -, têm poucas hipóteses de se tornarem realidade a curto prazo, pois se a soberania da Gronelândia tem sede em Copenhaga todo o santuário natural que é o Pólo Norte é administrado por vários países através de rígidos e complexos acordos internacionais.