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Atualidade / Arquivo

DIAP acusa 28 no processo das armas da PSP

O Ministério Público proferiu despacho sobre megaprocesso das armas ilegais da PSP. 28 dos arguidos foram acusados por crimes de corrupção activa, passiva e peculato.

O Ministério Público (MP) proferiu o despacho de encerramento da fase de inquérito do megaprocesso das armas ilegais da PSP, que em Março de 2006 levou à detenção de 29 pessoas, entre elas elementos da polícia, armeiros, caçadores desportivos, praticantes de tiro e à apreensão de centenas de armas.

Neste despacho foi determinado o arquivamento parcial dos autos relativos a 28 dos arguidos e deduzida acusação a outros 28.

O MP acusa 3 dos arguidos de prática, em co-autoria, de 14 crimes de corrupção activa. Outros 13 são acusados de dois crimes de corrupção passiva. Há ainda dois arguidos acusados de crime de peculato e outros 14 da prática de vários crimes de compra e venda de armas, acessórios e munições proibidos.

Foi ainda determinada a extracção de certidão relativamente aos factos praticados pelos 50 restantes arguidos, ligados à detenção de armas de fogo, acessórios e munições. O MP salienta que os inquéritos resultantes das certidões extraídas serão objecto de despacho final, no prazo de 40 dias.

Neste megaprocesso das armas ilegais da PSP mantêm-se em vigor as medidas de coacção então aplicadas, como a prisão preventiva, caução suspensão de exercício de função pública e de actividades relacionadas com armas.

O inquérito esteve a cargo da 9.ª secção do departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa e da Divisão de Investigação Criminal de Lisboa da PSP e contou com a colaboração da Polícia Judiciária.