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Detidos alegados autores do atentado no aeroporto Madrid

Igor Portu e Martín Sarasola são os presumíveis autores materiais do atentado de Dezembro de 2006 no aeroporto de Madrid.

Os dois alegados membros da ETA detidos no passado domingo no País Basco são os presumíveis autores materiais do atentado de Dezembro de 2006 no aeroporto de Madrid, anunciou esta quarta-feira o ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba.

Igor Portu e Martín Sarasola são suspeitos de terem sido responsáveis pela explosão no parque do estacionamento do aeroporto, que causou dois mortos, e que constituiu a primeira violação do cessar-fogo declarado meses antes pela organização separatista basca.

Portu está actualmente hospitalizado devido a agressões que, de acordo com o governo e a polícia ocorreram no momento da detenção, quando resistiu à captura, versão que o governo basco e várias entidades querem ver investigadas.

No momento da detenção, a polícia encontrou na posse dos dois um esboço que permitiu a descoberta nos últimos dias de dois armazéns da ETA onde foram descobertos cerca de 160 quilogramas de material para explosivos.

Rubalcada explicou que os dois suspeitos formavam um comando com dois outros membros da ETA, ainda em fuga, Mikel Sansebastián e Joseba Iturbide, que tinha sido formado pelo responsável da ETA José Antonio Aranibar, detido no ano passado quanto tentava introduzir em Espanha um carro armadilhado com uma bomba.

Aranibar recrutou Sarasola em 2001 e posteriormente os três outros, que começaram a estar operacionais a partir de 2002, quando começaram a passar membros da ETA a partir de França.

Desde 2004, de acordo com Rubalcada, dedicaram-se a passar armas e explosivos e em meados de 2005 convertem-se numa unidade totalmente operacional, cometendo diversos atentados, como uma explosão numa discoteca em Guipozcoa em Dezembro de 2005 e o atentado no aeroporto de Madrid de Dezembro de 2006.

O governante espanhol considerou que se trata de um comando "importante" por ser responsável pelos atentados mais graves dos últimos tempos, sublinhando que tem estado particularmente activo e a actuar de forma "clandestina".

"Pouco a pouco se saberão mais coisas", afirmou Rubalcaba, explicando que as investigações decorrem.