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Detectados 69 casos de fraude fiscal

Dados da Unidade de Informação Financeira da PJ revelam que em Março foram suspensas duas operações bancárias. Uma no valor de 12 milhões de euros, a segunda ultrapassava os 11 milhões de dólares.

A fraude fiscal continua a ser o crime mais associado ao branqueamento de capitais. Segundo dados da Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária (UIF), a que o Expresso teve acesso, nos primeiros três meses de 2007 foram detectados 69 casos de movimentos de dinheiro que causaram suspeita. Estas movimentações terão origem na fuga ao fisco.

Em Março deste ano, foram suspensas duas operações cujos valores ultrapassaram os 20 milhões de euros: numa estavam em causa 12 milhões, na outra 11 milhões de dólares (um pouco mais de oito milhões de euros).

Os depósitos em numerário lideram no tipo de operações suspeitas, com 82 casos assinalados. Daí que os bancos sejam as entidades que mais comunicações realizem à UIF. Entre Janeiro e Março foram denunciadas 187 operações, das quais 160 foram consideradas como suspeitas. A troca de notas e as transferências bancárias do e para o estrangeiro são outros dos métodos suspeitos de branqueamento de capitais mais assinalados. O Banco de Portugal e as casas de câmbio comunicaram 76 infracções, 27 das quais foram consideradas como suspeitas.

Além dos 69 crimes de fraude fiscal, foram ainda identificados movimentos de dinheiros que terão na origem tráfico de droga (9), burla (3), auxílio à emigração ilegal (2) e um caso de corrupção que foi comunicado ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra.