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Atualidade / Arquivo

Delta cria Museu do Café

Tudo ou quase sobre uma das bebida mais populares de sempre num espaço museológico «hi-tec». Mergulhar o visitante num mundo de sensações físicas à volta do tema é o principal objectivo do projecto do arquitecto João Simão.

São mais de 2700 metros quadrados de espaço museológico adaptados aos mais inovadores conceitos tecnológicos de apresentar conteúdos. Um auditório para 120 pessoas, espaços de lazer, esplanadas, cafetarias e restauração complementam a polivalência do mais recente investimento da Delta Cafés, em Campo Maior: O Museu do Café a inaugurar em meados do próximo ano.

O novo museu da Delta é o único na Península Ibérica, o maior da Europa, e pode equiparar-se aos seus congéneres dos Estados Unidos da América e do Brasil, estes mais dedicados à safra do café.

Com assinatura do arquitecto João Simão e conceito expositivo da empresa espanhola e-cultura, o museu apresenta-se como uma grande nave com espaços interligados por desníveis, possibilitando a utilização plena do edifício como um só espaço se isso for necessário. Como se de um pavilhão se tratasse, o museu está preparado para receber todo o tipo de eventos culturais, concertos, por exemplo, podendo acolher mais de 700 pessoas.

Tendo como base a história do café, da empresa e de Rui Nabeiro, o espaço percorre-se através de rampas amovíveis, que procuram fazer mergulhar o visitante num mundo de sensações físicas à volta do tema.

Painéis de projecção são capazes de transportar o visitante do topo da Torre Eiffel, em Paris, onde começa a beber a sua bica, até à Estátua da Liberdade, em Nova Iorque para a terminar. Todo um sistema computorizado coordena vários recursos tecnológicos sensoriais, que ao mesmo tempo fornecem informação rápida e aliciante.

O ex-libris do museu não deixa, no entanto, de ser uma estufa com mais de 100 metros quadrados, que simula na perfeição o clima húmido em que a planta do café se desenvolve. Atravessada por regatos de água, a estufa simula ainda uma passagem rápida por um qualquer país equatorial.

Por fim, destaca-se uma panóplia de objectos relacionados com o fabrico do café e que fazem parte de um espólio riquíssimo reunido pela família Nabeiro ao longo de décadas, oriundos dos muitos países por onde a empresa tem passado à procura de novos lotes.

O espaço do museu vai complementar a actividade da adega (um projecto de Siza Vieira), quase concluída, mesmo ao lado, e que tem por objectivo promover o enoturismo e a gastronomia raiana.