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“Decisão sobre o grupo parlamentar foi a mais adequada”

Porque é que não deixou Telmo Correia ser eleito líder do grupo parlamentar?
Não, não é isso. A declaração de Paulo Portas e a minha declaração na sexta-feira abriram uma situação política nova no CDS, em que a sua direcção política está em jogo. O contexto faz com que não seja oportuno resolver uma questão que estava pendente no grupo parlamentar.

Porque é que levou seis dias a perceber isso?
Não foram seis dias…

Foram, de quinta-feira até esta quarta, quando comunicou isso a Telmo Correia.
Era uma questão que eu tinha que avaliar em primeiro lugar com Telmo Correia e por impedimento dele só foi possível ter essa conversa ontem.

A marcação das eleições para a bancada foi depois da declaração de Paulo Portas e o único membro da direcção que é deputado, José Paulo Carvalho, apoiou essa marcação. Depois houve uma Comissão Política, que não achou necessário suspender as eleições. O que é que mudou para o senhor anunciar isso só na véspera das eleições? Acha que o CDS fica melhor servido não havendo líder parlamentar eleito?
Essa questão tem que se resolver quando houver condições políticas para a resolver. O grupo parlamentar tem uma direcção, é a direcção que existe. A questão que falta resolver é o problema político aberto por um deputado, Paulo Portas. A situação tem algum paralelo com o que se passou no início da legislatura: só houve eleições para o grupo parlamentar depois de um congresso que decidiu a liderança do partido. Não foi uma decisão precipitada, foi ponderada, eu aconselhei-me com outros dirigentes do partido e foi a decisão mais adequada para os interesses do partido.

Telmo Correia seria um bom líder parlamentar?
Eu convidei-o depois da minha eleição para ser líder parlamentar e meu vice-presidente. A questão não é pessoal, tem a ver com o contexto político.