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Darfur em datas

Conheça as datas mais importantes do conflito no Darfur, que já se prolonga há três anos.

Fevereiro 2003 – Grupos armados atacam posições governamentais no Darfur, no oeste do Sudão. Em represália, milícias “janjawid” alegadamente armadas pelo governo de Cartum atacam e incendeiam aldeias, massacram a população, roubam ou destroem gado e colheitas. As vítimas são camponeses das tribos Fur, Tunjur, Masalit e Zanghawa, suspeitos de apoiar os rebeldes.

Abril 2004 – Um cessar-fogo é assinado entre o Governo sudanês e os rebeldes do Movimento de Libertação do Sudão (MLS), no Chade. A União Africana (UA) envia 80 observadores militares. A violência continua.

Julho 2004 – A ONU estima que o conflito causou 30 mil mortos, cerca de um milhão de deslocados, 200 mil refugiados em campos no Chade.

Agosto 2004 – A UA organiza negociações entre o Governo sudanês e os rebeldes na Nigéria.

Outubro 2004 – A UA envia uma missão de paz (MUAS) constituída por 2341 militares (dos quais 450 observadores) e 815 polícias civis.

Setembro 2004 – O Conselho de Segurança da ONU intima o governo sudanês a cooperar com a UA e a garantir a segurança das populações civis e ameaça tomar sanções. O secretário de estado norte-americano Colin Powell fala em “genocídio” e responsabiliza o governo sudanês e as milícias “árabes”.  

Janeiro 2005 – Um bombardeamento governamental causa uma centena de mortos no Norte do Darfur, A ONU acusa o Sudão de “crimes contra a humanidade” mas rejeita a acusação de “genocídio”

Março 2005 – Resolução 1573 do Conselho de Segurança da ONU encarrega o Tribunal Penal Internacional (TPI) de julgar os autores de crimes no Darfur.

Dezembro 2005 - O número de mortos é avaliado em 180 mil. 

Março 2006 – Jan Pronk, representante do secretário-geral da ONU no Sudão, denuncia a continuação dos ataques e a precariedade das condições de vida das populações deslocadas e refugiadas

Maio 2006 – O MLS assina um acordo de paz com o Governo sudanês. Este compromete-se a desarmar as milícias “janjawid”, punir os autores de crimes e proteger os civis. Outro movimento rebelde, o Movimento para a Justiça e Equidade (MJE), rejeita o acordo.

1 Setembro 2006 – A resolução 1706 do Conselho de Segurança da ONU aprova o envio de uma força de paz de 17 600 capacetes azuis para o Darfur. Cartum opõe-se à intervenção de forças não africanas e ameaça expulsar as tropas da MUAS.

21 Setembro 2006 – A UA prorroga a missão da MUAS (actualmente com 7 600 homens) até 31 de Dezembro.