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Croácia: "sim" à UE com 66% dos votos

66% dos eleitores votaram "sim" no referendo realizado na Croácia sobre a adesão à União Europeia.

Os croatas pronunciaram-se hoje em referendo a favor da adesão à União Europeia (UE), com 66 por cento a dizer "sim", numa participação que contou com 47% dos 4,5 milhões de eleitores.

Segundo o presidente da comissão eleitoral, Branko Hrvatin, só 33% se expressaram contra a adesão à União Europeia, num resultado que surge depois de já terem sido escrutinados mais de 98% dos boletins de votos.

A agência Efe relatou que a sessão eleitoral decorreu em completa tranquilidade, sem incidentes dignos de serem mencionados.

No entanto, contando com os votos do estrangeiro - onde a participação foi muito baixa, sobretudo na vizinha Bósnia-Herzegovina - a afluência a este referendo foi considerada escassa.

Decisão histórica

Ainda assim, o presidente do país, o primeiro-ministro e o presidente do Parlamento brindaram ao resultado com champanhe frente às câmaras de televisão.

"Esta é uma decisão histórica. Sublinho que pela primera vez na nossa História adotámos uma decisão tão importante como esta, depois de muita reflexão, mas por nós mesmo", afirmou o primeiro-ministro, Zoran

Milanovic.

Já o Presidente da Croácia, Ivo Josipovic, sublinhou que o país "elegeu a comunidade dos países democráticos europeus que juntos lutam por uma vida melhor".

"Estou seguro que a Croácia pode, que a Croácia sabe", acrescentou.

Por seu lado, o presidente do parlamento, Boris Sprem, declarou que "vem aí um novo capítulo, uma vida melhor e mais feliz. A Croácia segue com o seu caminho, mas com perspetivas mais amplas e possibilidades

muito maiores".

Presidente apelou à coragem

A Croácia assinou em dezembro de 2011 o tratado de adesão e tornar-se-á o 28.º membro da UE em julho de 2013, depois de todos os Estados-membros ratificarem o acordo.

Na sexta-feira, o presidente croata tinha apelado para a "coragem e sabedoria" da população para votar "sim", uma tendência que vinha perdendo algum fôlego devido às crescentes reticências relacionadas com a crise na zona euro.