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Costa manda suspender coronéis

O relatório da IGAI confirmou as suspeitas de negócios ilícitos na Escola Prática reveladas pelo EXPRESSO.

O ministro da Administração Interna mandou suspender e instaurar processos disciplinares a dois tenentes-coronéis da GNR, João Fernandes Pedrosa e Manuel Joaquim Pinheiro, na sequência do inquérito da Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) sobre as suspeitas de negócios ilícitos na Escola Prática da Guarda, em Queluz. António Costa deliberou ainda, em despacho proferido esta semana, que fossem investigados todos os serviços por onde os dois oficiais passaram nos últimos 10 anos.

Esta decisão foi sustentada por um relatório que a IGAI lhe entregou no passado dia 4 de Outubro, cujas conclusões confirmam a existência de fortes indícios de actos criminais, conforme noticiado pelo EXPRESSO em Abril passado. Manuel Pinheiro, um dos oficiais superiores mais antigos da GNR, era então presidente do Conselho de Administração da Escola e foi nessa altura afastado das funções pelo comandante, general Carlos Henrique Chaves, que detectou várias irregularidades nos seus procedimentos profissionais. Este oficial é suspeito de crime de corrupção passiva, peculato, gestão danosa, usurpação de funções e participação económica em negócio. João Pedrosa, na altura chefe do serviço de intendência do Comando Geral, é sócio de uma das empresas a quem Pinheiro fazia aquisições.

Paralelamente a este inquérito, a IGAI realizou outro, a pedido de António Costa, para apurar responsabilidades em relação à "fuga" de informação sobre este processo para o EXPRESSO. A IGAI indicou um suspeito – o chefe da contabilidade que detectou as irregularidades de Pinheiro e as relatou ao comandante Carlos Chaves – e o ministro mandou-lhe instaurar, igualmente, um processo disciplinar.

António Costa já enviou o relatório do IGAI para o Ministério Público.

Leia a reportagem amanhã no EXPRESSO