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Coreia do Norte testa míssil de longo alcance

O Japão ameaça tomar «medidas fortes» e pede uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O ENSAIO norte-coreano de um míssil de longo alcance, com um raio de acção suficiente para alcançar os Estados Unidos, foi qualificado de «provocação» por Washington. O Japão também já reagiu, com um pedido de reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

«Tomaremos medidas fortes», anunciou o porta-voz do Governo nipónico, que não exclui sanções económicas contra o regime de Pyongyang.

O Conselheiro Nacional de Segurança do Governo americano, Stephen Hadley,  precisou que o míssil lançado quarta-feira é o Taepodong 2, que explodiu 32 segundos depois do lançamento. Com um alcance de 9.320 milhas, o mais avançado dos mísseis norte-coreanos poderia alcançar o território dos EUA transportando apenas uma ogiva leve, pelo que não representa uma ameaça imediata para a segurança dos EUA.

Pelo menos outros seis mísseis, de menor alcance, foram lançados pela Coreia do Norte num exercício militar que coincidiu com a Festa Nacional norte-americana e o lançamento da nave espacial Discovery. Esses mísseis são do tipo Scud e Rodong, este  último com um alcance de 620 milhas suficiente para  atingir o Japão.

Ontem, a agência noticiosa da Coreia do Norte tinha anunciado que Pyongyang se está  a  preparar para responder a um ataque militar dos EUA com «um golpe arrasador e uma guerra nuclear».

Em 1998, o regime comunista norte-coreano surpreendeu o mundo com o lançamento de um míssil Taepondong que sobrevoou o Japão para cair nas  águas do Pacífico. Desde 1999, Pyongyang observava uma moratória no lançamento de mísseis balísticos, enquanto decorrem negociações internacionais para pôr termo ao programa nuclear para fins militares do regime comunista coreano.

As negociações em que participam Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Japão e Rússia estão actualmente suspensas.

Na semana passada, os aliados dos EUA na região anunciaram medidas para reforçar as suas defesas anti-mísseis. Seul estuda a compra de mísseis norte-americanos SM-2 e o Japão e os EUA trabalham em conjunto na criação de um escudo anti-mísseis que cobriria os dois países e o Pacífico.