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Atualidade / Arquivo

Contingente da GNR pode ser reforçado com dois pelotões

O anúncio que tinha sido feito na quarta-feira, foi hoje confirmado pelo ministro português da Administração Interna, António Costa. A decisão final terá que ser tomada pela ONU.

António Costa não deixou margens para dúvidas no interesse português em reforçar os efectivos da GNR em Timor-leste, "nós já manifestámos disponibilidade para reforçar a nossa companhia da GNR que está em Timor-Leste da forma que nos parece ajustada, que é de um a dois pelotões", confirmou hoje o ministro, em declarações aos jornalistas.

Estas declarações foram feitas em Bruxelas, no final de uma reunião dos ministros da Administração Interna da União Europeia. António Costa adiantou ainda, embora sem referir quais, que “mais seis países”, também já demonstraram interesse e disponibilidade em reforçar as forças internacionais que se encontram em Timor-Leste. Contudo, e segundo as palavras do próprio ministro, Portugal conta com a vantagem de já ter uma “base logística e instalações.”

Na quarta-feira passada já José Magalhães, secretário de estado adjunto da Administração Interna, em visita oficial a Timor-Leste, tinha deixado o aviso, quando anunciou o interesse do governo português em aumentar o número de efectivos militares em Timor, com o “envio consecutivo de dois pelotões.”

Pedido timorense

O pedido de reforço policial no país foi feito pelas autoridades timorenses, agora cabe ao Conselho de Segurança das Nações Unidas tomar uma posição definitiva sobre este pedido. Recorde-se que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, propôs na passada semana, exactamente o prolongamento da missão da ONU em Timor-Leste (UNMIT), por um período de 12 meses e que a unidade da GNR a operar em Díli, fosse reforçada com mais uma unidade policial.

A confirmar-se este reforço por parte dos portugueses, o subagrupamento Bravo da GNR, vai passar de 140 elementos para 220 (neste caso cada pelotão é constituído por 40 militares). Esta força policial, cujo objectivo principal é a manutenção da paz, está integrada na Polícia das Nações Unidas (UNPOL).