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Condenada auxiliar de creche que agrediu bebé

Funcionária da creche da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima foi condenada a um ano e dois meses de prisão, com pena suspensa, por agressão a um bebé de sete meses.

Uma auxiliar da creche da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima foi condenada a um ano e dois meses de prisão, com pena suspensa, por agressão a um bebé de sete meses, disse hoje à Lusa fonte judicial. Segundo a fonte, a auxiliar foi condenada pelo crime de maus tratos, tendo o tribunal dado como provado que ela agrediu o bebé "com duas ou três bofetadas" na cara. A suspensão da pena deveu-se segundo o tribunal, sobretudo à ausência de antecedentes criminais e de outros comportamentos semelhantes. Contactado pela Lusa, o provedor da Santa Casa de Ponte de Lima, António Veloso, disse ainda não ter conhecimento oficial da decisão do tribunal, mas garantiu que a funcionária vai voltar ao serviço, após cumprida a pena de suspensão que lhe tinha sido aplicada, na sequência de um processo disciplinar.

Regresso em breve ao serviço

"Não sei as datas ao certo, mas penso que a suspensão acaba em finais deste mês. A partir daí, a funcionária voltará ao serviço, naturalmente", disse António Veloso. Os factos remontam a finais de dezembro de 2009, quando os pais do bebé denunciaram a alegada agressão de que o filho teria sido vítima. "O meu filho andou com a cara negra durante duas semanas. Na creche ainda alegaram que ele poderia ter batido com a cara contra a grade da cama, mas nós vimos logo que essa era uma desculpa que não fazia qualquer sentido", disse, à Lusa, o pai do bebé. Jaime Matos garantiu que, durante o julgamento, duas outras funcionárias da creche confirmaram a agressão, tendo uma garantida que viu e a outra que "ouviu". "Para se ouvir, é porque os estalos foram violentos", acrescentou.

Condenação como fator dissuasor

O progenitor disse ainda esperar que a condenação da funcionária funcione como fator dissuasor de mais agressões a menores e de "incentivo para que os pais não fiquem parados, perante suspeitas de maus tratos". Após a denúncia da alegada agressão, feita pelos pais a 28 de dezembro, a Santa Casa abriu "de imediato" um inquérito interno e a funcionária, que trabalha na instituição há 17 anos, acabou por ser suspensa, sem vencimento. "A suspensão foi uma medida preventiva. O processo disciplinar é que há de dizer se é uma medida que peca por escasso ou por defeito", disse ainda o provedor. Os pais retiraram, entretanto, o bebé daquela creche. *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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