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Atualidade / Arquivo

Concorrência viabiliza OPA sobre o BPI

Quase um ano depois do lançamento da OPA, a Autoridade da Concorrência aprovou a concentração dos dois bancos mas impôs um conjunto de condições ao BCP, nomeadamente a venda de 60 balcões.

A Autoridade da Concorrência aprovou a fusão entre o BCP e o BPI, mas impôs um conjunto de condições ao BCP, no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) lançada há quase um ano por este banco sobre o BPI.

Para que a operação vá para a frente, o BCP terá de vender 60 balcões, incluindo o negócio a eles associado. A AdC e o BCP tinham-se envolvido num braço-de-ferro em torno desta questão, pois a entidade reguladora queria que fossem vendidos mais balcões mas o BCP sempre se opôs. Em contrapartida, o banco propôs vender 20% da carteira conjunta de créditos a pequenas e médias empresas, o que perfaz 500 milhões de euros. A AdC aceitou esta proposta e cedeu na venda de um número superior de balcões. Cada balcão que o BCP terá de vender está devidamente identificado.

Como se previa também, o BCP terá de vender a posição que tem na Unicre (com a posição do BPI, controla 47% desta empresa), assim como criar uma nova empresa de emissão e gestão de cartões. Terá ainda de definir comissões máximas para transferências de todo o tipo de créditos para outros bancos. Uma matéria em que o próprio Governo já tinha legislado ao impor uma percentagem máxima de penalização para determinados tipos de créditos, no caso de transferência para outras instituições.

Por fim, o BCP terá ainda de ceder um histórico dos clientes no caso de estes decidirem abandonar o banco.

A decisão da AdC ainda não é definitiva, pois falta ainda ouvir o BPI.