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Comissão Europeia vai doar 42 milhões ao Líbano

Assistência técnica ao governo libanês, apoio à reposição da segurança interna e relançamento da econonomia são os objectivos da contribuição europeia.

A Comissão Europeia vai conceder 42 milhões de euros para a reabilitação do Líbano. Este donativo, que será para já a primeira contribuição europeia para a reconstrução libanesa, será formalmente anunciado hoje, durante a Conferência Internacional de Doadores do Líbano, em Estocolmo.

O pacote do donativo europeu inclui a assistência técnica ao governo, no âmbito do processo de reconstrução, um apoio ao Estado de direito e ao melhoramento da segurança interna e uma ajuda ao sector privado libanês destinado a apoiar o relançamento da economia.

Antes de partir para Estocolmo, a Comissária responsável pela pasta das Relações Externas, Benita Ferrero-Waldner, reforçou que «a chave para a recuperação bem sucedida do Líbano passa por o país ter um governo mais forte e independente». Ferrero-Waldner salientou ainda que a Europa está a «apoiar a cem por cento» a reconstrução do país, mas «para uma reabilitação bem sucedida, a longo prazo, é preciso haver também mudanças políticas e económicas».

Os 42 milhões de euros de donativo vão dividir-se em quatros partes distintas. A maior fatia, de 18 milhões, vai para o reforço do sector privado. Depois de toda destruição provocada pelos conflitos com Israel «é preciso dar um novo impulso à competitividade da economia local», diz a Comissão Europeia.

A segunda parte mais significativa da ajuda, cerca de dez milhões de euros, vai para a reconstrução física do país. «A ajuda será fornecida às autoridades libanesas para que possam fazer a sua própria avaliação dos estragos e elaborar um plano de reabilitação», explica um comunicado da Comissão. No entanto, a coordenação dos projectos de reconstrução deverá ficar também a cargo das organizações internacionais e dos doadores envolvidos. Embora o enfoque da operação vá ao encontro das infra-estruturas e dos interesses ambientais, as necessidades da população desalojada também serão contempladas.

Para a melhoria da segurança interna do país serão disponibilizados quatro milhões de euros. Os restantes dez milhões ficarão para outras dificuldades detectadas pelo governo libanês.

Com esta verba, o montante cedido pela Comissão Europeia na sequência do conflito ascende já a 100 milhões de euros. Anteriormente tinham sido já doados 50 milhões para ajuda humanitária, além do envolvimento nas operações de evacuação de mais de 40 mil cidadãos libaneses.

A conferência de amanhã, promovida pelos governos sueco e libanês, vai juntar 46 países e 24 organizações internacionais. O objectivo será estudar uma proposta apresentada pelas autoridades libanesas para a reabilitação urgente do país, especialmente no que diz respeito a condições sanitárias, sociais e económicas básicas para o regresso dos desalojados.