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Expresso

Atualidade / Arquivo

Começaram hoje as alegações finais

Cerca de um ano e meio depois do início do julgamento, os arguidos estão prestes a conhecer as sentenças que não deverão passar por pena de prisão efectiva.

O Tribunal de Castelo de Paiva começou hoje a ouvir as alegações finais no caso da queda da ponte de Entre-os-Rios. Durante a manhã, o Procurador da Justiça pediu ao colectivo de juízes que desse como provada a responsabilidade dos seis arguidos do processo – quatro técnicos da JAE e dois de uma empresa projectista – na queda da ponte a 5 de Março de 2001.

João Nabais, advogado das famílias das 59 vítimas afirmou estar certo da culpa dos réus, por terem tido conhecimento do risco eminente de ruptura dos pilares da ponte e por não terem actuado, embora tivessem os meios à sua disposição. Nabais pediu ainda às juízas que acabem com "a desgraçada tradição de impunidade que impera no país", condenando os réus.

O advogado das famílias das vítimas pediu ainda uma revisão das indemnizações aos familiares, que considerou "ridículas", reclamando cerca de sete milhões de euros aos arguidos.

Hoje à tarde prosseguem as alegações finais da defesa que vai tentar provar a inocência dos réus, que incorrem numa pena que pode ir até aos cinco anos de prisão, agravada um terço pela morte de 59 pessoas. Contudo, o mais provável é que os arguidos fiquem em pena suspensa.