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Combates corpo a corpo no Sul do Líbano

O controlo da cidade fronteiriça de Bint Jbeil, no Sul do Líbano, está a ferro e fogo. Os combates já causaram dezenas de baixas.

AS TROPAS israelitas e os guerrilheiros do Hezbollah estão a combater pelo controlo de uma cidade do Sul do Líbano, Bint Jbeil, havendo notícias de baixas de ambos os lados.

O Hezbollah revelou que até agora houve cinco mortes entre os seus combatentes na cidade, que lutam contra os tanques, a artilharia e a aviação israelitas que estão a atacar Bint Jbeil, embora Israel afirme ter causado dezenas de baixas no Hezbollah.

A Força de Defesa israelita (FDI) disse que dois dos seus soldados foram mortos em combate na segunda-feira e que um piloto e um atirador também morreram quando o helicóptero em que seguiam se despenhou, na sequência do que a FDI classificou como um incidente com fogo amigo.

Entretanto, a aviação e a artilharia israelitas continuam a bombardear cidades e aldeias do outro lado da zona da fronteira Sul, embora haja novas notícias de ataques aéreos dirigidos contra refugiados civis que tentam fugir da zona  de exclusão declarada por Israel. Uma família de sete pessoas terá sido morta.

Na sua primeira alusão às pesadas baixas infligidas pelos seus pilotos aos refugiados, o sumário da FDI da passada segunda-feira sobre «actividade aérea» no Líbano referia ataques contra 20 veículos «fugindo de locais de lançamento de Katyushas».

Situada a 2,5 quilómetros da fronteira, Bint Jbeil é a primeira grande cidade libanesa a ser atacada por forças terrestres israelitas desde que a actual crise foi desencadeada pelo Hezbollah em 12 de Julho.

Um general israelita disse esta manhã à popular estação de rádio do exército que a cidade tinha sido capturada, mas o gabinete do porta-voz militar disse mais tarde que ainda estavam a ser travados combates.

Entretanto, a organização internacional Human Rights Watch acusou Israel de utilizar bombas de fragmentação nos bombardeamentos contra alvos civis nas aldeias libanesas. Lançadas de aviões ou disparadas pela artilharia, as bombas de fragmentação explodem produzindo dezenas de «sub-munições» muito mais pequenas, que explodem ao contacto ou ficam inactivas, com capacidade para matar e mutilar anos mais tarde.

Os Estados Unidos proibiram a certa altura as vendas das suas bombas de fragmentação à Força de Defesa Israelita, citando o seu efeito pernicioso sobre civis, e têm-se ouvido apelos a uma interdição internacional.

Alguns civis israelitas também acusaram Israel de utilizar bombas de fósforo branco como armas - uma prática comum nas anteriores invasões do Líbano. O fósforo branco está aprovado para iluminar ou marcar alvos mas está proibido como arma directa.

A substância química inflama-se em contacto com o ar e pode continuar a arder no tecido humano durante muitas horas depois do primeiro contacto.

Tradução de Aida Macedo