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Combate ao tabagismo não é prioridade

Importância das receitas fiscais obtidas com o tabaco podem estar a levar que a prevenção e controlo do tabagismo continuem a não ser prioritárias, indica o relatório do Observatório Português dos Serviços de Saúde

O impacto dos esforços contra o tabaco, como o aumento das consultas e a adoção de uma lei mais restritiva, "está aquém do esperado" e "talvez a importância na receita fiscal" não eleve a prevenção e controlo do tabagismo "definitivamente a uma prioridade".

A análise é do Observatório Português dos Serviços de Saúde (OPSS), no Relatório da Primavera, que será divulgado hoje. Segundo o documento, nenhuma das metas do Plano Nacional de Saúde, para este ano, foi atingida e alguns indicadores sofreram agravamentos.

Para os autores do documento, as "políticas de educação para a saúde, erráticas, pouco efetivas e sem avaliação de impacto, aliadas à pouca articulação e integração de cuidados e os significativos desajustes da distribuição geográfica da oferta e procura de cuidados, são fatores que contribuem decisivamente para os fracos resultados obtidos".

Contradições

O documento também refere a contradição entre os estímulos económicos aos consumidores e a aposta no combate ao consumo do tabaco: "Inexistência de terapêuticas comparticipadas para potenciar o sucesso da cessação tabágica em paralelo com os preços do tabaco não suficientemente elevados para desencorajar os atuais e potenciais futuros fumadores".

"Talvez pela importância do tabaco na receita fiscal do Estado, a prevenção e o controlo do tabagismo não são ainda definitivamente uma prioridade de saúde!", concluiu o texto.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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