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Colômbia: Quatro mortos em atos de violência antes das presidenciais

Cerca de 30 milhões de eleitores colombianos vão hoje a votos. As presidenciais colombianas são disputadas por nove candidatos e decisão final poderá ficar adiada para uma segunda volta.

Duas crianças foram mortas, bem como dois militares, em vários atos de violência na véspera da primeira volta das eleições presidenciais na Colômbia, anunciaram fontes oficiais.

Um engenho explosivo foi ativado, durante a madrugada, por desconhecidos num bairro residencial da cidade de Argelia (departamento de Cauca), anunciou o presidente da câmara municipal, Adrian Bravo, às rádios locais.

Duas crianças morreram no local e quatro outras pessoas ficaram feridas.

30 milhões de eleitores 

Cerca de 30 milhões de eleitores colombianos escolhem hoje entre a continuidade ou a aposta no imprevisível, em eleições presidenciais que poderão ter uma decisão final apenas numa segunda volta, marcada para 20 de junho.  

As presidenciais colombianas são disputadas por nove candidatos, mas os protagonistas das escolhas dos colombianos, tecnicamente empatados nas últimas sondagens, são o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, e o ex-presidente da câmara de Bogotá, Antanas Mockus. 

Santos acusa o adversário de representar um "salto no vazio" e assume a continuidade em relação ao atual chefe de Estado, Álvaro Uribe, impedido constitucionalmente de concorrer a um terceiro mandato depois de ser mal sucedido nas manobras que patrocinou para que a Constituição fosse revista no sentido de eliminar a limitação de mandatos. 

Desafio das FARC

Antanas Mockus, protagonista de casos insólitos que atraíram sobre si a atenção da imprensa e do eleitorado - como o ser filmado no banho com a mulher para promover a poupança de água - fala da "rejeição do medo" perante o terrorismo das FARC e a criminalidade violenta e da esperança no futuro.

Para a Colômbia esta eleição presidencial representa também o desafio entre manter o combate ao narcotráfico e ao terrorismo dos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), defendido por Juan Manuel Santos, e a rejeição do medo, proposta de Antanas Mockus. 

"El Profe" (O Professor), como Antanas Mockus é popularmente conhecido, quer que os colombianos tenham esperança no futuro, para que cessem as ações dos grupos armados e a criminalidade, que ceifaram mais de 17 mil vidas em 2009. 

Uma centena de observadores internacionais 

No plano externo, encravada entre a Venezuela e o Equador, dois vizinhos com regimes populistas, de retórica fácil e com opções ideológicas diversas das que Uribe levou a cabo nos seus dois mandatos presidenciais, a Colômbia ensaia uma fase pós-FARC. 

A votação nas presidenciais colombianas será observada por cerca de 100 observadores internacionais, que já começaram a chegar a Bogotá, em representação da Organização de Estados Americanos e da União Europeia, entre outras organizações.   

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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