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Cobrança física de portagens custará €450 milhões

Governo estimou em €450 milhões o prejuízo caso se adote a cobrança física de portagens nas três autoestradas SCUT do Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata.

O Governo estimou hoje em 450 milhões de euros o prejuízo caso se adote a cobrança física de portagens nas três autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT) do Grande Porto, Norte Litoral e Costa de Prata.     Este dado foi avançado pelo secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, numa conferência de imprensa após a oposição, em bloco, na generalidade, ter revogado a aplicação do sistema de identificação de veículos para a cobrança de portagens.   

Na conferência de imprensa, Paulo Campos defendeu a solução da cobrança eletrónica de portagens e procurou evidenciar os prejuízos, também ao nível das acessibilidades, resultante da cobrança de portagens por sistemas tradicionais.   Nessas três concessões "haverá uma diminuição drástica das acessibilidades, reduzindo-se de 92 entradas e saídas para apenas 31. Isto terá consequências ao nível da acessibilidade das pessoas e da proximidade", disse.     Paulo Campos fez também um cálculo em relação aos custos de construção das infraestruturas para que seja possível a cobrança física de portagens, assim como aos atrasos que decorreriam das avaliações de impacto ambiental.

Cobrança eletrónica versus cobrança física 

"Nas entradas e saídas, haveria a necessidade de construir praças de portagens, obrigando a avaliações de impacto ambiental, o que dá uma distância de três anos no tempo para que a implementação das portagens fosse concretizada", sustentou.     Para Paulo Campos, o custo de operação e com a construção das portagens representaria para o Estado uma despesa de "450 milhões de euros".     "Estas são as consequências para uma alternativa à cobrança eletrónica. Como alternativa, só há a cobrança física", reafirmou.     *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.