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CIP propõe nova travessia do Tejo

Esta travessia, entre Algés e Trafaria, deverá ser exclusivamente rodoviária e poderá ser efectuada através de um túnel imerso.

O estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) sobre o novo aeroporto de Lisboa propõe a construção de nova travessia rodoviária sobre o Tejo, entre Algés e a Trafaria, mesmo que o aeroporto não seja construído em Alcochete.

De acordo com o estudo da CIP, que aponta Alcochete como melhor localização para a construção do futuro aeroporto de Lisboa, entregue terça-feira ao Governo e que hoje será divulgado publicamente, esta travessia deverá ser exclusivamente rodoviária e poderá ser efectuada através de um túnel imerso.

No entanto, a equipa coordenada pelo professor universitário José Manuel Viegas defende que a nova travessia pode só estar construída em 2032, ano em que se estima que o novo aeroporto atinja os 30 milhões de passageiros.

Esta nova infra-estrutura, que vai fechar o anel composto pela CRIL, Ponte Vasco da Gama e Itinerário Complementar (IC) 32, é "é indispensável a curto prazo, mesmo sem a decisão de construção de um novo aeroporto na margem esquerda do Tejo".

"Sem a construção de mais uma travessia rodoviária do Tejo em Lisboa, o desenvolvimento natural da região levará a um agravamento natural do congestionamento da Ponte 25 de Abril e a um congestionamento forte da Ponte Vasco da Gama", lê-se no documento.

No entanto, e de acordo com o estudo, a necessidade de uma nova travessia rodoviária é ainda mais clara "num quadro em que com o novo aeroporto se pretende dotar a região de Lisboa de um instrumento de acréscimo da sua competitividade internacional", pelo que "não faz sentido não associar a travessia Algés-Trafaria à boa acessibilidade que proporcionará entre o aeroporto e o corredor de Oeiras-Cascais, forte gerador de viagens aéreas", lê-se no documento.

De acordo com as estimativas de tráfego apresentadas no estudo, em 2017, o volume total diário de tráfego nos dois sentidos nas travessias entre o Carregado e a foz do Tejo será de 304.000 veículos, aumentando para os 364.000 veículos em 2032.

"Estima-se que a nova travessia em Algés-Trafaria concentre cerca de 53.000 viagens, o que significa que em 2032 esta travessia apresentaria um nível de serviço de boa qualidade para as ligações no Eixo Almada-Lisboa e Oeiras/Cascais", avança o documento.

Neste cenário, a Ponte 25 de Abril "teria um desempenho melhor do que aquele que apresenta hoje", com a procura a cair para valores na ordem dos 149.000 veículos por dia, enquanto a Ponte Vasco da Gama apresentaria valores na casa dos 112.000 veículos por dia.