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Atualidade / Arquivo

Chávez financiou as FARC

Análise aos computadores confiscados às FARC implicam os presidentes Hugo Chávez e Rafael Correa no financiamento à guerrilha colombiana.

A Interpol confirmou que os dados encontrados em três computadores portáteis que pertenceram a Raúl Reyes - chefe militar das FARC morto durante um combate a 1 de Março passado - são verdadeiros e provam que os presidentes da Venezuela e do Equador financiaram a guerrilha colombiana.

O relatório apresentado ontem pela organização policial internacional concluiu que Chávez financiou directamente os narcotraficantes e que a guerrilha colombiana participou economicamente na campanha de Rafael Correa, quando este se candidatou à presidência do Equador.

Os ficheiros confiscados por peritos daquela organização internacional não foram divulgados, no entanto o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, já garantiu que "não houve qualquer tipo de alteração dos dados", negando as suspeitas de manipulação que tinham sido levantadas pelo Presidente Hugo Chávez.

Chávez deu 300 milhões de dólares às FARC

O diário 'El País' teve acesso aos documentos extraídos dos portáteis. Num deles, foi descoberto um e-mail de 12 de Novembro de 2007, no qual um membro da guerrilha contava aos companheiros que Chávez "aprovou sem pestanejar o pedido de 300 milhões de dólares" feito pelas FARC. Na mesma mensagem, refere um suposto plano para a guerrilha receber armamento contrabandeado através da Venezuela. Ainda segundo o jornal espanhol, os serviços secretos venezuelanos terão oferecido ajuda para os guerrilheiros obterem mísseis anti-aéreos.

O líder venezuelano disse que a apresentação do relatório não passou de um "show mediático" e desvalorizou o seu conteúdo, por considerar que "não prova absolutamente nada". A "actuação da Interpol", afirmou, obrigará a Venezuela a ponderar a sua desvinculação daquele organismo. O Presidente tamém não poupou o seu homónimo colombiano, Álvaro Uribe, que acusa de estar implicado na manipulação dos dados contidos nos computadores confiscados às FARC. A este propósito, anunciou que irá reavaliar as relações diplomáticas e económicas com a Colômbia.

Rafael Correa rechaçou as conclusões do relatório, por considerar que os arquivos não são fiáveis. "Não tenho o menor interesse no que a Interpol tem a dizer", rematou.