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Chavéz chama "diabo" a Bush

O Presidente da Venezuela acusou George Bush de ter discursado como "o dono do mundo" e responsabilizou a Casa Branca pelos males do mundo.

No segundo dia da Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, subiu à tribuna e declarou: “Ontem, esteve cá diabo... e ainda cheira a enxofre..., o Presidente dos Estados Unidos, o cavalheiro a quem chamei de diabo, veio cá e falou como se fosse o dono do mundo...”.

Chávez discursou como um Fidel Castro refinado, responsabilizando a Casa Branca pelos males do mundo, prevendo a extinção do império americano e manifestando uma solidariedade exultante para com o Irão e os outros membros do eixo do mal de George Bush.

Reagindo a esse discurso, o Embaixador americano, John Bolton, comentou que Chávez tem o direito de dizer o que quer, “mas é lamentável que o povo venezuelano não tenha liberdade de expressão”.

Depois de Chávez, seguiu-se o novo Presidente da Bolívia, Evo Morales, que protestou contra as políticas antidroga dos Estados Unidos, com uma folha de cocaína na mão, condenando os países que “quando não conseguem contornar as leis, usam as tropas” e exigiu a retirada das tropas americanas do Iraque.

À margem da Assembleia Geral, houve duas reuniões importantes. Na primeira, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana concordou em manter a força para a manutenção da paz na região do Darfur, no Sudão, até ao final do ano, com o apoio logístico e material das Nações Unidas. Os estados árabes concordaram financiar os 7 mil soldados das tropas africanas, cujo mandato expirava no próximo dia 30 de Setembro, enquanto o Sudão continua a não deixar as Nações Unidas assumirem o controlo da operação.

O quarteto do Médio Oriente – União Europeia, Rússia, Estados Unidos e Nações Unidas – também se reuniu mas, como é costume, sem grandes resultados. No entanto, apesar da forte oposição dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança pretende realizar um encontro entre os ministros estrangeiros, na próxima quinta-feira, para discutir a proposta da Liga Árabe sobre o restabelecimento do processo de paz no Médio Oriente, com o objectivo de pôr fim a todos os conflitos israelo-árabes.

Tradução de Ana Teresa Pinto Sousa