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Centro não quer ser prejudicado por corte nas obras públicas

Suspensão de investimentos na região centro não pode servir para maquilhar grandes obras públicas, defende o Fórum Centro Portugal.

Helder C. Martins (www.expresso.pt)

"O adiamento de obras no centro do país não pode servir para maquilhar a continuação das grandes despesas", defende o presidente do Fórum Centro Portugal. Manuel Queiró reage assim às intenções do Governo de suspender e adiar obras públicas previstas para a região como as auto-estradas e outras ligações rodoviárias nos distritos de Leiria e Castelo Branco.

"Não pode ser apenas o centro a ver as suas obras adiadas, tem que existir solidariedade de todas as regiões no esforço de contenção de despesas que o país vai ter que efectuar", defende o principal responsável desta plataforma que reúne autarquias, organizações profissionais e empresariais da Região Centro.  

TGV e aeroporto têm custos incomportáveis

Manuel Queiró salienta que o centro do País está disposto a aceitar mais um adiamento na construção de rodovias há várias décadas previstas para o interior de Portugal, "desde que isso não se transforme em argumento para manter de pé os mega projectos na área da capital" como a Terceira Travessia do Tejo, TGV Lisboa-Madrid e o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL)". "Esses sim, comportam na actual situação custos incomportáveis para os portugueses".

Na óptica do Fórum, "o TGV Lisboa Madrid deixa os distritos exportadores do Centro e do Norte do país mais longe da Europa", considera. "Dar prioridade a um grande investimento para produzir um prejuízo é verdadeiramente um absurdo, até porque estão em causa as regiões onde é produzida a maior parte dos bens transaccionáveis que o nosso País exporta", acrescentou.