Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

Centenas no funeral do pai de José Sócrates

Centenas de pessoas, entre muitos anónimos e políticos, juntaram-se em Vilar de Maçada, para o funeral de Fernando Pinto de Sousa, o pai de José Sócrates.

Centenas de pessoas, entre muitos anónimos e políticos, juntaram-se ontem em Vilar de Maçada, Alijó, para o funeral de Fernando Pinto de Sousa, de 84 anos, o pai do ex-primeiro-ministro, José Sócrates.

Fernando Pinto de Sousa nasceu em Vilar de Maçada a 15 de novembro de 1926. A sua família escolheu a terra natal para o enterro e foram muitos os que quiseram marcar presença no último adeus.

Pouco antes das 12:00, José Sócrates encontrava-se junto à porta de entrada da igreja local, onde recebeu as condolências de muitos membros do seu antigo Governo, como o seu braço direito Pedro Silva Pereira, ou os ex-ministros Vieira da Silva, Dulce Pássaro, Manuel Pinho, António Mendonça ou Correia de Campos.

Vários políticos do PS presentes

Ainda os ex-secretários de Estado Pedro Marques e Manuel Pizarro, bem como outros nomes conhecidos do PS como Edite Estrela, José Lello, Luís Patrão e Francisco Assis.

Foram também muitos os autarcas socialistas que se deslocaram à aldeia duriense, como o de Alijó, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, Murça ou Matosinhos.

Entre os presidentes de câmara encontram-se ainda Valentim Loureiro, presidente de Gondomar, que fez questão de dar um forte abraço a José Sócrates, e o ex-autarca de Marco de Canavezes Avelino Ferreira Torres.

Sócrates de mão dada com o filho mais novo

Após a cerimónia religiosa, o cortejo fúnebre seguiu em silêncio para o cemitério de Vilar de Maçado, onde Fernando Pinto de Sousa foi enterrado. Sempre rodeado de muita gente, Sócrates seguiu a pé, atrás do carro funerário, de mão dada com o filho mais novo.

Fernando Pinto de Sousa morreu segunda-feira no Hospital de Santo António, do Porto, a mesma unidade hospital aonde nasceu há 53 anos

José Sócrates. Sexta-feira caiu ao descer uma escada e contraiu um traumatismo craniano que lhe foi fatal.

Arquiteto de profissão, o pai do ex-primeiro-ministro socialista foi cofundador do PSD na Covilhã e vereador eleito por aquele partido à Câmara local nas eleições autárquicas de 1985, tendo tomado posse a 3 de janeiro de 1986.

A 16 de janeiro do mesmo ano foi nomeado vice-presidente da autarquia, exercendo essas funções até 15 de janeiro de 1990.

Foi professor do Liceu da Covilhã e, enquanto arquiteto, foi responsável pela colocação da estátua em granito de homenagem a Pêro da Covilhã, localizada na Praça do Município daquela cidade.