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Censos 2011: Governo prevê gastar €43 milhões

A operação Censos 2011 deverá custar cerca de €43 milhões e vai estar no terreno a partir de março ou abril de 2011, disse hoje o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

A operação Censos 2011 deverá custar cerca de 43 milhões de euros e vai estar no terreno a partir de março ou abril do próximo ano, disse hoje o ministro da Presidência.     Pedro Silva Pereira falava à margem das comemorações do 75.º aniversário do Instituto Nacional de Estatística (INE) e adiantou que o trabalho preparatório desta operação "está em curso" e que as estimativas de custos são da ordem dos 43 milhões de euros.     Ao todo, serão gastos entre 2006 e 2013, 53 milhões de euros em trabalhos associados à operação Censos 2011, de acordo com o anúncio feito em maio do ano passado pelo então secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão.     As equipas dos Censos deverão estar no terreno entre março e abril de 2011.      "Até lá, é preciso preparar toda a ferramenta informática, formar as equipas e desenhar os questionários", acrescentou o ministro, lembrando que se trata de uma operação "de enorme envegadura, que implica um grande investimento, porque é preciso recrutar recursos humanos em todo o país e garantir o seu acompanhamento para assegurar a fiabilidade dos dados".

Recursos humanos 

Pedro Silva Pereira referiu ainda que o governo está consciente "dos desafios, das exigências, das necessidades" que se colocam ao INE e que "não recusou nenhum dos pedidos no sentido do reforço dos seus recursos humanos".    "A pressão que há sobre o INE tem sobretudo a ver com os recursos humanos. Precisamos de recursos humanos qualificados e os processos estão em curso para reforçar esses meios, sobretudo em áreas mais críticas", garantiu, elogiando o contributo deste organismo "para a credibilidade e confiança nas instituições e na economia portuguesas".     A entrada de novos funcionários para o INE poderá ser feita por via dos instrumentos de mobilidade na função pública.     "A entrada de pessoas depende da proposta do INE. Sei que está em curso um processo interno de pesquisa na administração pública, de funcionários que possam estar interessados em ser transferidos no âmbito dos instrumentos de mobilidade, mas ainda não foi formalizada uma proposta"

Tempos difíceis para organismos de estatística

A presidente do INE, Alda Carvalho, salientou que "os tempos que correm não são fáceis para os organismos de estatística", aos quais se exigem estatísticas cada vez melhores e mais detalhadas para aumentar a informação disponível, sobretudo numa altura de crise.     A responsável do INE sublinhou a necessidade de o INE dispor de "condiçoes de trabalho atrativas e competitivas" para manter um corpo técnico estável e competente.     "O INE tem de dispor dos recursos adequados para poder continuar a disponibilizar as informações", frisou.        ***ESte texto foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico***

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