Siga-nos

Perfil

Expresso

Atualidade / Arquivo

CDS vota contra "assalto ao contribuinte"

Paulo Portas acusou o Governo de prejudicar os mais vulneráveis e o Orçamento de Estado para o próximo ano de ser mais uma "expressão do fanatismo fiscal" dos socialistas.

Fillipe Costa Santos

Paulo Portas anunciou esta tarde o voto do CDS contra a proposta de Orçamento do Estado para 2008, considerando que "é um assalto ao contribuinte" e mais uma "expressão do fanatismo fiscal" deste Governo.

"Quatro Orçamentos do Estado fez José Sócrates, quatro vezes aumentou os impostos", acusou o presidente do CDS, numa conferência de imprensa, ao início da tarde, na Assembleia da República, em que esteve acompanhado do ex-secretário de Estado do Tesouro, Miguel Morais Leitão, e pelo líder parlamentar, Diogo Feio. Pelas contas apresentadas pelos centristas, "o acréscimo da carga fiscal será de 3.250 milhões de euros. Esta factura das promessas incumpridas do primeiro-ministro já custou, em média, mais 600 euros aos contribuintes".

Portas denunciou ainda, na proposta do Executivo para o próximo ano, a "expressão do fanatismo fiscal" de Sócrates, "que obriga toda a gente a pagar até onde o Estado precisa. E isso, não é legal". Na opinião do líder do CDS, as contas apresentadas pelo Governo não são realistas, e acabam por ter que ser compensadas pela cobrança de impostos. Reflexo disso, segundo apontou, é o ataque aos idosos e pensionistas, feito pelo Executivo "que mais medidas tomou para prejudicar socialmente quem é mais vulnerável".

Portas não apresentou ainda as alternativas que o seu partido irá propor no debate do OE, que, conforme o Expresso já antecipou, se centrarão sobretudo na simplificação tributária e desagravamento de alguns impostos, para além de medidas na área do apoio às famílias e incentivo à natalidade.