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CDS-PP considera "um disparate" terminar com os chumbos

Em comunicado, os centristas consideram um "disparate" e uma "injustiça" a intenção do Governo de acabar com os chumbos no ensino.

O CDS-PP considerou hoje um "disparate" e uma "injustiça" a intenção do Governo de acabar com os chumbos no ensino, opondo-se "tenaz e competentemente" à medida e sustentando que "Portugal necessita de valorizar a cultura do mérito".

Em comunicado, reagindo à entrevista da ministra da Educação ao semanário Expresso, a direção do CDS-PP considera que "um sistema educativo sem retenções é triplamente injusto".

Na entrevista, Isabel Alçada diz que a fórmula do chumbo "não tem contribuído para a qualidade do sistema".

"A alternativa é ter outras formas de apoio, que devem ser potenciadas para ajudar os que têm um ritmo diferenciado", adiantou a governante, acrescentando que pondera alterar as regras de avaliação durante o seu mandato, apesar de pretender um consenso e um debate alargado no setor.

Injusto para professores

"É injusto porque não distingue o mérito e o esforço dos alunos que estudam (...), é injusto para os professores, cujo trabalho de avaliação de conhecimentos é em grande medida desfeito por uma norma administrativa (...) e injusto para os contribuintes, já que a promessa de uma escola fácil é um engodo e uma ilusão", enumera o CDS-PP.

A direção democrata cristã sublinha que "Portugal precisa de valorizar a exigência e a cultura de mérito  na escola é essencial para vencer num mercado de trabalho competitivo".

"Se na área pedagógica o Governo quiser acabar com as retenções, o CDS será coerente e opor-se-á tenaz e competentemente", afirma a direção do CDS-PP.

Os democratas cristãos avançam ainda algumas propostas para "dar oportunidades aos jovens com mais dificuldades", como planos individuais de trabalhado, sistemas de acompanhamento mais próximos do modelo do tutor ou abertura mais cedo da opção pelo ensino profissional.