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CDS não forçará renúncia de Pires de Lima

António Pires de Lima assumiu as rédeas da maior cervejeira nacional mas apesar de aceitar o novo desafio na Unicer não pretende renunciar ao seu mandato de deputado.

A direcção do CDS  gostaria que António Pires de Lima – o novo presidente da Unicer – renunciasse ao Parlamento, mas não fará nenhuma diligência para forçar o ainda deputado a abrir mão do seu mandato. Embora José Paulo Carvalho seja o homem que o líder do partido espera ver no Parlamento, Ribeiro e Castro garantiu ao EXPRESSO que nada fará para forçar a sua substituição.

Na sequência da notícia avançada no passado sábado pelo EXPRESSO – «CDS quer lugar de Pires de Lima» – o líder do partido declarou que  «compete  a António Pires de Lima pedir o que acha mais correcto fazer (renúncia ou suspensão). A direcção não forçará nada – era só o que faltava!»

Pires de Lima, por sua vez, disse que vai suspender o mandato mas não renunciará ao cargo de deputado e tenciona voltar ao Parlamento sempre que achar oportuno.

Na sede do partido, o cenário mais desejado é a renúncia e substituição de Pires de Lima por José Paulo Carvalho. O novo presidente da Unicer é, aliás, criticado por  ainda não ter comunicado ao líder do partido o que tenciona fazer com o seu  mandato.

Novo patrão da Unicer 

Pires de Lima, que em Julho passou a ocupar cadeira de presidente da Unicer, poderá passar à história da indústria cervejeira como o dirigente mais informal de uma das maiores empresas do país. Na primeira reunião com os quadros da Unicer, o novo presidente apelou à abolição dos títulos académicos e a um tratamento pelo nome próprio.

O deputado foi eleito por unanimidade pelos accionistas, ou seja, pela Carlsberg e pela maioritária Viacer, detida pela Solverde, BPI e Arsopi.

Além da cerveja, que hoje responde por 58% das receitas do grupo, a Unicer  trabalha noutras áreas de negócio, tais como as águas (Vidago e Pedras Salgadas), os refrigerantes e sumos, estando a dar os primeiros passos relativamente aos vinhos e café. Investe também no turismo, com o Hotel Vidago Palace, totalmente remodelado, dotado de um casino.

Entre outros desafios, Pires de Lima terá de impulsionar o desenvolvimento de novos produtos e assegurar o sucesso da Super Bock. Terá, também, de decidir o que fazer em Espanha e em Angola (que importa de Portugal sobretudo cerveja), optando por avançar ou deixar cair a fábrica angolana.