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Cavaco volta a insistir que "situação é insustentável"

Presidente da República diz que Estado não pode exorbitar das suas funções.

Luísa Meireles (www.expresso.pt)

O Presidente da República voltou hoje a repetir que a situação económica do país é "insustentável" e que o cerne do problema português é o "excesso de endividamento externo".

Ao falar, hoje, num jantar promovido pela Associação Nacional dos jovens Empresários, em Oeiras, no âmbito da quinta jornada do seu Roteiro para a Juventude, Cavaco Silva deu uma "aula" de como se deve gerir o país.

"O país tem que reduzir a sua necessidade de recurso aos mercados externos, alterando nomeadamente a composição da produção", declarou, explicando que Portugal "tem que produzir mais bens que concorrem com o exterior", capazes de substituir as importações e ser exportados.

"Crédito vai faltar"

Cavaco Silva também apelou aos jovens empresários que exijam que "o Estado não exorbite das suas funções e seja eficiente na Administração Pública e na Justiça" e advertiu que o financiamento vai ser "um produto escasso" nos próximos anos.

"O crédito vai faltar", sublinhou, valendo-se das afirmações feitas nesse sentido por banqueiros: "os homens da banca dizem que Portugal enfrenta dificuldades de crédito no exterior". 

"Não esperem que o Estado seja um agente impulsionador direto da economia", disse o Presidente, acrescentando que para além de "estar sob escrutínio externo muito rigoroso, não vai ter meios para conduzir uma política expansionista".

O chefe de Estado disse ainda que é "urgente que todas as políticas públicas sejam avaliadas em termos de competitividade das empresas". E, dirigindo-se diretamente aos jovens empresários - a quem chamou "agentes de mudança"- declarou: "terão que pedir ao Estado que não absorva demasiados fundos".