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Cavaco pôs Sócrates a falar com Marques Mendes

Presidente da República pressionou concertação do primeiro-ministro com Marques Mendes na escolha do novo Procurador-Geral.

O Presidente da República pressionou o primeiro-ministro a concertar com o líder da oposição o nome do novo Procurador-Geral da República (PGR). Foi assim que Sócrates telefonou a Marques Mendes, já na terça-feira, pouco depois do fim do Conselho de Ministros, e lhe pediu uma opinião sobre Fernando Pinto Monteiro. Na véspera o chefe do Governo recebera todos os partidos parlamentares, apesar de ter sempre dito que a nomeação do Procurador era apenas entre o Governo e o Presidente.

De qualquer modo, o nome de Pinto Monteiro estava apenas na posse de quatro pessoas antes da página da presidência da República na Internet o ter anunciado. Essas quatro pessoas eram o próprio Cavaco Silva, José Sócrates, o ministro da Justiça Alberto Costa e o líder do PSD, Marques Mendes. A discussão da metodologia, do perfil e – finalmente – do nome foi feita desde Maio passado entre Cavaco e Sócrates, mas a ideia partiu do ministro da Justiça.

Fernando Pinto Monteiro tornou-se notado no Governo depois de este juiz conselheiro se ter oposto à greve dos magistrados. Embora esta posição viesse em conjunto com críticas de ‘autismo’ ao Governo, o facto de se ter demarcado dos hábitos corporativos da magistratura marcou pontos positivos no Governo. O facto de ser um magistrado e de ter reconhecidas provas de independência face ao poder socialista foi um factor igualmente decisivo para a sua aceitação, sem problemas, pelo PSD – onde alguns dirigentes vinham defendendo a hipótese Henriques Gaspar.

Na presidência da República, o nome do novo PGR foi pacífico, uma vez que o seu perfil se integrava completamente nas definições feitas por Cavaco durante o seu diálogo com o primeiro-ministro.

Leia mais pormenores sobre a nomeação de Pinto Monteiro amanhã na edição do EXPRESSO.