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Cavaco: "Férias passadas no estrangeiro aumentam dívida"

Cavaco defende que tem de se "preocupar com a preservação dos postos trabalho" no país, neste caso no setor do turismo.

O Presidente da República reafirmou hoje, em Santarém, que "férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa".

Questionado sobre a reação do ministro da Economia ao seu apelo aos portugueses para que façam férias "cá dentro" para ajudar a inverter e ultrapassar a difícil situação em que se encontra o país, Cavaco Silva disse desconhecer a declaração de Vieira da Silva.

Contudo, reafirmou que "férias passadas no estrangeiro são importações e aumentam a dívida externa portuguesa" e que Portugal é "um dos países da Europa com divida externa maior".

"Penso mesmo que em termos de dívida externa bruta, em termos de percentagem do produto, Portugal é o país que tem valor mais elevado em toda a Europa", afirmou.

Preservação do trabalho

Cavaco Silva frisou que, como presidente de Portugal, não pode deixar de se "preocupar com a preservação dos postos trabalho" no país, neste caso no setor do turismo.

"Sei muito bem daquilo que falo, porque conheço os números", arrematou. O Presidente da República apelou no sábado, em Albufeira, aos portugueses para que passem férias no seu próprio país.

Hoje, em Shanghai, onde representou o Governo nas cerimónias oficiais do dia de Portugal na exposição mundial, o ministro da Economia, Vieira da Silva, disse aos jornalistas que subscreve "a ideia de que a procura interna pode ajudar o sector do turismo, tendo em conta as dificuldades que enfrenta".

Promoção do turismo interno

"Só espero que os presidentes de outros países não façam o mesmo apelo, caso contrário perdemos uma fonte de receitas importante para o país. Há muitos turistas estrangeiros que vão a Portugal", acrescentou o ministro da economia.

"No ano passado, o Governo lançou um programa muito forte de promoção do turismo interno que evitou uma queda mais acentuada das receitas do sector, dada a crise económica", lembrou o ministro.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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