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Cavaco empenhado em ultrapassar a crise sem grandes custos

A preocupação do Presidente da República "é conseguir que Portugal ultrapasse a crise com os menores custos possíveis, principalmente para os trabalhadores".

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, afirmou-se hoje empenhado em conseguir que Portugal ultrapasse a crise com os menores custos possíveis, principalmente para os trabalhadores, "que não sejam atingidos muito fortemente pelo desemprego".   

"A minha preocupação é defender os interesses dos portugueses, os atuais e os futuros, e o meu empenho está muito, neste momento, em conseguir que Portugal ultrapasse a crise com os menores custos possíveis, principalmente para os trabalhadores, que não sejam atingidos muito fortemente pelo desemprego", afirmou. 

As declarações do chefe de Estado foram proferidas durante uma visita à vila raiana de Barrancos (Beja), onde inaugurou um parque empresarial e cine-teatro e conheceu a Barrancarnes, uma empresa produtora de presunto pata negra, um produto com Denominação de Origem Protegida (DOC). 

Garantindo que o seu trabalho é, atualmente, "o de ajudar à recuperação económica do país e à criação de empregos", Cavaco Silva manifestou a esperança de que os múltiplos contactos que tem feito de norte a sul do país "incentivem o empreendedorismo para a criação de empregos". 

Por outro lado, advertiu, "é preciso que os portugueses estejam conscientes que este é um tempo que exige sentido de responsabilidade de todos". "Mas, ao mesmo tempo, confiança nas nossas capacidades e eu tenho confiança nas capacidades dos portugueses", sublinhou. 

Escusando-se a comentar declarações de outros políticos, Cavaco Silva limitou-se a afirmar que tem feito "o possível para defender o interesse nacional", juntando as suas funções de Presidente da República e os conhecimentos que tem de economia e do funcionamento dos mercados. 

"O que fiz há dias foi apenas um enunciado de uma orientação que é válida para todos os países que enfrentam um problema de crise de dívida externa e que têm muito desemprego e que não têm instrumentos monetários nem cambiais. É um princípio válido para todos os países e não apenas para Portugal", clarificou. 

O Presidente da República referia-se às suas declarações de sexta-feira, em que defendeu que "faz sentido reponderar" todos os investimentos que utilizem pouca produção e mão de obra nacional. 

"Como conhecedor de economia e dos mercados e com uma grande preocupação em relação à grandeza da nossa dívida externa e à dimensão do nosso desemprego, em consciência não podia lembrar em Portugal, mas outro economista podia tê-lo feito. São questões quase elementares da macroeconomia", disse. 

Recusando falar "de casos específicos", Cavaco Silva garantiu que "o que está a acontecer nos últimos tempos em Portugal" já tinha sido escrito por si há sete anos, "para uma homenagem ao Dr. Silva Lopes, e que agora foi publicado na integra". 

"Eu disse o que é que aconteceria a Portugal se seguíssemos um caminho que já vinha de trás e nesse artigo está tudo. Quem quiser que o vá ler agora", desafiou.

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