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Casa da Música evoca José Afonso

Programa de Maio leva ao Porto Ute Lemper, Charles Lloyd, Carla Bley, Victoria Mullova e Vitorino.

A música e o legado de José Afonso estarão em destaque na programação da Casa da Música (CM) para Abril. Entre 25 e 30 daquele mês, o programa "Música e Revolução" surge como um tributo à obra do autor de "Venham Mais Cinco" e vai inspirar arranjos e novas obras de diferentes compositores nas áreas do jazz, da música de raiz popular ou de origem urbana. Estão previstos concertos pelo Drumming-Grupo de Percussão, Frei Fado d'El Rei, Maria João e Mário Laginha, José Mário Branco, Grupo Vocal Olisipo e um espectáculo pluridisciplinar pelo Conservatório de Música do Porto. Em simultâneo serão apresentadas obras dedicadas à Revolução Russa (Cantata para o 20.º aniversário da Revolução de Outubro, de Sergei Prokofiev), à Revolução Francesa (sinfonia n.º 3 "Heróica", de Ludwig van Beethoven) e à Restauração da Independência (1640), com "Missa Veni Domine", de Filipe de Magalhães.

Abril é o mês em que se comemora, também, o segundo aniversário da Casa da Música. O programa de celebrações inclui um concerto de Gala pela Orquestra Nacional do Porto, a actuação do violinista Otto Michael Pereira, vencedor do Prémio Jovens Músicos 2005, uma conferência por Stefan Sagmeister, novo responsável por toda a imagem gráfica da CM, um recital de piano com Grigori Sokolov e o Urban Vibe com os ritmos urbanos. Ainda em Abril, fora destes ciclos comemorativos, há, no dia 18, um concerto de jazz com Charles Lloyd.

Maio será um mês forte em propostas musicais. Logo a abrir, no dia 4, actua Ute Lemper. Dois dias depois regressa o jazz com Carla Bley. A 11 a CM abre as portas a um espectáculo de fado e guitarra portuguesa concebido pelo Teatro Nacional S. João e que tem vindo a percorrer a Europa com grande sucesso. Trata-se de "Cabelo Branco é Saudade", com a participação de Argentina Santos, Ricardo Ribeiro, Celeste Rodrigues e Alcino de Carvalho.

As músicas do mundo estarão em palco a 19 com Acoustic Africa: Habib Koité, Vusi Mahlasela e Dobet Gnahoré. Na área da música erudita o destaque vai para o dia 22, devido ao regresso da violinista Victoria Mullova e da Orchestre Revolutionnaire et Romantique. A terminar o mês, a 31, Vitorino apresenta o espectáculo "Tudo. Alentejo, Amor, Lisboa".

Junho é o mês do S. João e, de novo, a praça fronteira à Casa da Música será ocupada com grandes concertos nos dias 23 e 24. Antes, porém, no dia 2, Sequeira Costa interpretará baladas e prelúdios de Frédéric Chopin. Entre os dias 7 e 10 realiza-se o Festival Mestiço.

A partir de amanhã, sexta-feira, a CM mostra ao público mais uma instalação destinada a acompanhar o concerto da Orquestra Nacional do Porto. O arquitecto Pedro Bandeira concebeu a obra "Singing in the Rain". Segundo os responsáveis pela CM, esta instalação "pretende evocar uma reflexão em torno da cultura Pop afecta à música e, também, à arquitectura". A partir da popularidade do «karaoke», a obra de Pedro Bandeira "questiona as fronteiras da criação artística, os limites da democratização cultural, a relação entre actor e espectador e, por último, o papel da arquitectura".

Entretanto, a Casa da Música acaba de ser convidada a integrar a ECHO-European Concert Hall Organization, uma rede da qual fazem parte algumas das principais salas da Europa e o Carnnegie Hall, dos EUA.