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Carta armadilhada mata assessor ministerial na Grécia

Uma carta armadilhada matou o chefe da segurança do ministro grego da Protecção do Cidadão, no seu gabinete, localizado a 25 metros do ministro Michalis Chryssohoïdis.

Uma carta armadilhada matou hoje o chefe da segurança do ministro grego da Protecção do Cidadão, no seu gabinete localizado, no sétimo andar, a 25 metros do ministro Michalis Chryssohoïdis, que está são e salvo.

A vítima foi identificada como sendo Georges Vassilakis, de 52 anos.

O edifício situa-se numa importante avenida periférica de Atenas e acolhe também a sede da polícia.

Este atentado é visto como tendo sido dirigido ao coração do aparelho de segurança grego, com o primeiro-ministro, Georges Papandreou, a garantir que se tratava de um "ataque terrorista".    Em comunicado, o chefe do governo adianta que "enquanto o nosso país e o nosso povo lutam diariamente para sair da crise, assassinos cobardes querem atacar a nossa democracia (... ) Terão a resposta que merecem, não apenas do Estado, mas também de toda a sociedade".    Chryssohoidis já disse ter "perdido um querido e valoroso colaborador". "Os cobardes assassinos serão levadoa à justiça, para serem julgados de acordo com a constituição e as nossas leis", acrescentou, visivelmente afetado. 

Atentado não foi reivindicado 

"Continuaremos a nossa luta para manter em segurança os nossos cidadãos, bairros e cidades".    O atentado não foi reivindicado. As autoridades selaram o edifício. Ainda se ignora como é que o pacote foi entregue.    O atentado visou uma figura emblemática da luta anti-terrorista grega. Chryssohoidis tinha esta mesma pasta na época do desmantelamento, em 2002, do grupo histórico grego '17 de novembro', responsável por uma vintena de mortes desde 1975.    Este ministro, que já afirmou a sua vontade de retomar o controlo sobre uma polícia acusada de ineficácia no precedente governo conservador, também foi responsável pelo recente golpe infligido ao grupo Luta Revolucionária, com a prisão em abril de 10 membros e a apreensão de um arsenal.    Este grupo reivindicou 15 atentados desde 2003, entre os quais um, à bomba, contra um antecessor conservador de Chryssohidis.   *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico *** 

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.