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Carmona Rodrigues satisfeito com decisão de tribunal

"Sempre estivemos no cargo com uma postura de respeito pelos lisboetas", disse Carmona Rodrigues à saída do tribunal.

O ex-presidente da Câmara de Lisboa Carmona Rodriges manifestou-se hoje satisfeito com a decisão do coletivo de juízes de declarar injustificável o julgamento do caso Bragaparques, por não terem sido provados os crime de que os arguidos vinham acusados.

"Saímos daqui, mais uma, vez conscientes da legalidade de todos os atos que cometemos e confiantes na justiça. Sempre estivemos no cargo com uma postura de respeito pelos lisboetas", disse Carmona Rodrigues à saída do tribunal, ladeado pelo seu advogado, Carlos Pinto de Abreu, e pelo ex- vereador Fontão de Carvalho, também arguido neste processo.

"Surpreende-me que isto tenha chegado até aqui, mas estou muito feliz pelo coletivo ter feito um acórdão perfeitamente esclarecedor", afirmou Carmona Rodrigues, realçando: "à justiça o que é da justiça, à política o que é da política".

O tribunal considerou hoje "inútil" o julgamento de Carmona Rodrigues e outros antigos responsáveis da Câmara de Lisboa, envolvidos na permuta de terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer com o grupo Bragaparques.

Segundo o juiz do processo, os dados da Acusação não são considerados "matéria criminal" mas somente do foro administrativo.

Questionado sobre as consequências deste caso e a alegada influência na queda do executivo camarário a que presidia, o ex-presidente da Câmara de Lisboa retorquiu: "o que sei é que Lisboa continua a não ter um Parque Mayer. O tempo há-de fazer mais luz sobre o que aconteceu na câmara municipal naquela altura".

Em declarações aos jornalistas, o advogado Carlos Pinto de Abreu manifestou-se satisfeito pela decisão do coletivo, afirmando que "era tão clara a falta de pressupostos em matéria criminal, que imediatamente se decidiu".

Interrogado sobre se considerava normal que esta decisão surgisse logo na primeira sessão de julgamento, Carlos Pinto de Abreu respondeu:"foi feita uma apreciação correta, clara, e percetível. Todos perceberam a falência da acusação".

"Nem todos os suspeitos são acusados, nem todos os acusados são pronunciados e nem todos os pronunciados são condenados, é assim que deve funcionar a Justiça", afirmou o advogado, lembrando que o processo continua a correr no tribunal administrativo.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

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