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Atualidade / Arquivo

Carmona compromete Mendes

Fontão já tinha tornado público o apoio de Carmona, ontem à noite em conferência de imprensa. Hoje, o presidente da câmara reafirmou o seu apoio pessoal e da direcção nacional do PSD.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, afirmou hoje que a direcção nacional do PSD “apoiou inteiramente a decisão de manter Fontão de Carvalho como vice-presidente da autarquia”.

Fontão de Carvalho foi acusado da prática do crime de peculato pelo Ministério Público na sequência das investigações ao caso dos prémios atribuídos aos administradores da EPUL.

Carmona Rodrigues falava nos Paços do Concelho onde voltou a manifestar a sua “solidariedade” para com o seu vice-presidente fazendo questão de sublinhar que este caso nada tem a ver com o processo Bragaparques. Recorde-se que a vereadora responsável pelo Urbanismo, Gabriela Seara, ao ser constituída arguida no caso que envolve a permuta de terrenos da Feira Popular com o Parque Mayer (conhecido como caso Bragaparques), decidiu suspender por oito meses o seu mandato.

“Estamos perante um acto de gestão normal e ainda está por provar se é ilegal”, afirmou ainda o presidente da autarquia.

PSD pondera retirar confiança

À mesma hora em que Carmona declarava apoio a Fontão, a comissão permanente social-democrata está reunida com a líder do PSD/Lisboa e presidente da Assembleia Municipal da capital, para ponderar a eventual retirada de confiança política ao vice-presidente da autarquia lisboeta.

Na reunião estão presentes, além do líder do PSD, Luís Marques Mendes e da presidente do PSD/Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, o secretário-geral do partido, Miguel Macedo, o líder da bancada parlamentar, Luís Marques Guedes, e os vice-presidentes Azevedo Soares e Luís Paes Antunes.

 

CARMONA DIX IT

"Tem a ver com a atribuição de prémios a administradores da EPUL, atribuição essa que não foi autorizada por nenhum de nós. Aliás, mal soubemos disso, dissemos para devolverem os prémios e os [administradores] que lá estão assim o fizeram."

"Ainda está para ser provado se é legal ou não."

"Do nosso ponto de vista, é legal."

"Há que relativizar as coisas. Há que assegurar a governabilidade da Câmara."

"Se todos os autarcas que são arguidos tivessem de suspender o mandato, de certeza que o país não estava a funcionar neste momento."