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Carina terá morrido de traumatismo craniano

Carina, a jovem de Lamego que segunda-feira foi encontrada dentro do automóvel, terá falecido por traumatismo craniano, apurou o Expresso junto de fontes policiais.

Joaquim Gomes (www.expresso.pt)

Traumatismo craniano é a "causa provável" da morte de Carina Ferreira - a jovem de Lamego que estava desaparecida há cerca de um mês, e que foi encontrada ontem morta dentro do automóvel despistado.

De acordo com fontes ligadas à investigação, Carina "terá perdido os sentidos com o choque e não acordou mais a tempo de pedir socorro, através dos seus dois telemóveis". As mesmas fontes, contactadas pelo Expresso, o traumatismo craniano constitui a "hipótese mais provável", mas ressalvaram que a autópsia irá melhor esclarecer as causas da morte.

Carina Ferreira, de 21 anos, solteira, licenciada em Turismo pela Universidade de Coimbra, desapareceu na noite de 1 de Maio, quando se dirigia pela A-24, de sua casa, em Lamego, para o Clube de Caça e Pesca do Alto Douro, na Régua, onde trabalhava.

Na sequência das buscas iniciais, sem resultados, foi nomeada uma "equipa especial" da Directoria do Norte da Polícia Judiciária, há duas semanas. Esta equipa localizou o corpo a partir das coordenadas de um dos seus dois telemóveis. Ao fim da tarde de segunda-feira, inspectores da PJ, utilizando o sistema de 'rapell' desceram por uma ravina e ao fundo de cerca de 30 metros encontraram o automóvel, um "Peugeot" 106 vermelho, com o corpo de Carina lá dentro.

A equipa especial da PJ do Porto tem como titular o inspector Dias Leite, especialista em acções de vigilância e contra-vigilância, sendo chefiada por José Nunes, o homem que liderou a captura dos suspeitos de terrorismo, nas vésperas do Euro'2004, no Porto. A coordenação coube a uma jovem quadro superior da PJ, Helena Monteiro, que esta madrugada declarou à Imprensa ser o acidente de viação a causa provável da morte de Carina. A coordenadora superior da PJ, que se deslocou ao local das buscas durante esta madrugada, não pormenorizou a causa directa e necessária da morte, mas revelou que o cadáver de Carina Ferreira estava ainda com o cinto de segurança.